Ex-participante do BBB que tentou beijar colega à força será investigado por importunação sexual
Pedro Espíndola segurou pescoço de Jordana Morais na despensa da casa e desistiu do programa após ser exposto por ela
Emanuelle Menezes
Pedro Espíndola segurou pescoço de participante e tentou beijá-la a força na despensa da casa do BBB 26 | Reprodução/Redes sociais
Pedro Henrique Espíndola, ex-participante do Big Brother Brasil (BBB 26) que desistiu do programa no domingo (18) após tentar beijar à força uma colega de confinamento, será investigado pela polícia pelo crime de importunação sexual.
Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, bairro da zona sudoeste do Rio onde ficam localizados os estúdios do BBB, apura o caso e que Pedro será chamado para prestar depoimento.
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As imagens do programa serão analisadas pelos policiais. A cena foi exibida na noite de domingo, após o participante desistir do reality show. Ele tentou beijar Jordana Morais, sem consentimento, na despensa da casa.
Pedro apertou o botão de desistência pouco depois da participante contar aos demais colegas de confinamento o que ele tinha tentado fazer.
"Ele me prensou na parede, não apertou, mas segurou meu pescoço. Eu senti a mão dele", contou. "Falei: 'Você tá louco, o que tá fazendo?'. Ele falou: 'Tô fazendo o que me deu vontade'", relatou Jordana.
Em depoimento gravado após a desistência, Pedro confirmou que tentou beijar a colega e que "cobiçou" ela.
"Faz dias que eu queria me segurar para não querer os outros, cobiçar os outros. Com as meninas e com a Jordana principalmente, porque ela é muito parecida com a minha esposa. E hoje eu cobicei ela, desejei ela. Achei que ela tinha dado moral e sido recíproco", tentou se justificar.
No programa ao vivo, o apresentador Tadeu Schmidt informou que se o participante não tivesse desistido voluntariamente, ele teria sido expulso pela produção. Questionada, a TV Globo ainda não deu detalhes sobre os próximos passos com relação ao caso.
Importunação sexual é crime
A importunação sexual é crime no Brasil desde 2018 e está entre as formas mais recorrentes de violência contra mulheres. A prática pode ocorrer em qualquer ambiente – como transporte coletivo, ruas, locais de trabalho ou espaços de convivência – e envolve atos libidinosos sem o consentimento da vítima.
Segundo o Código Penal, a importunação sexual é caracterizada por condutas como esfregar órgãos genitais na vítima, apalpar partes íntimas, beijar sem permissão, masturbar-se em público ou ejacular sobre outra pessoa. Todas essas ações configuram crime, independentemente do local onde ocorram.
A pena prevista é de um a cinco anos de reclusão.
Como a vítima pode denunciar?
A vítima de importunação sexual deve buscar ajuda imediatamente. Em situações de emergência, é possível acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é recomendado procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) ou qualquer unidade da Polícia Civil.
Quem presencia o crime também pode e deve agir, acionando pessoas ao redor e registrando a denúncia pelos canais oficiais.
Confira os canais disponíveis para denúncia:
Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher
Canal nacional e gratuito, que funciona 24 horas por dia. Oferece orientação sobre direitos e acesso à rede de enfrentamento à violência contra a mulher, com base na Lei Maria da Penha.
Disque-Denúncia 181
Canal para denúncias anônimas de crimes e irregularidades, com repasse de informações às forças de segurança.
Disque 100 – Disque Direitos Humanos
Recebe denúncias, anônimas ou não, de violações de direitos humanos, incluindo violência contra mulheres, racismo, homofobia, xenofobia, intolerância religiosa, tráfico de pessoas e pornografia infantil.
Em casos de emergência, o atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.
Polícia Civil
As denúncias também podem ser feitas diretamente nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs).
Leia nota da Polícia Civil na íntegra:
"A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá apura o caso de importunação sexual, após a autoridade policial tomar ciência do ocorrido no programa. As imagens serão analisadas e o ex-participante será chamado para prestar depoimento. Diligências estão em andamento para esclarecer os fatos."
Ex-participante do BBB que tentou beijar colega à força será investigado por importunação sexualPedro Espíndola segurou pescoço de Jordana Morais na despensa da casa e desistiu do programa após ser exposto por elaBrasil2026-01-19T13:33:59.523ZPedro Henrique Espíndola, ex-participante do Big Brother Brasil (BBB 26) que desistiu do programa no domingo (18) após tentar beijar à força uma colega de confinamento, será investigado pela polícia pelo crime de importunação sexual. Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, bairro da zona sudoeste do Rio onde ficam localizados os estúdios do BBB, apura o caso e que Pedro será chamado para prestar depoimento. As imagens do programa serão analisadas pelos policiais. A cena foi exibida na noite de domingo, após o participante desistir do reality show. Ele tentou beijar Jordana Morais, sem consentimento, na despensa da casa. Pedro apertou o botão de desistência pouco depois da participante contar aos demais colegas de confinamento o que ele tinha tentado fazer. "Ele me prensou na parede, não apertou, mas segurou meu pescoço. Eu senti a mão dele", contou. "Falei: 'Você tá louco, o que tá fazendo?'. Ele falou: 'Tô fazendo o que me deu vontade'", relatou Jordana. Em depoimento gravado após a desistência, Pedro confirmou que tentou beijar a colega e que "cobiçou" ela. "Faz dias que eu queria me segurar para não querer os outros, cobiçar os outros. Com as meninas e com a Jordana principalmente, porque ela é muito parecida com a minha esposa. E hoje eu cobicei ela, desejei ela. Achei que ela tinha dado moral e sido recíproco", tentou se justificar. No programa ao vivo, o apresentador Tadeu Schmidt informou que se o participante não tivesse desistido voluntariamente, ele teria sido expulso pela produção. Questionada, a TV Globo ainda não deu detalhes sobre os próximos passos com relação ao caso. Importunação sexual é crime A importunação sexual é crime no Brasil desde 2018 e está entre as formas mais recorrentes de violência contra mulheres. A prática pode ocorrer em qualquer ambiente – como transporte coletivo, ruas, locais de trabalho ou espaços de convivência – e envolve atos libidinosos sem o consentimento da vítima. Segundo o Código Penal, a importunação sexual é caracterizada por condutas como esfregar órgãos genitais na vítima, apalpar partes íntimas, beijar sem permissão, masturbar-se em público ou ejacular sobre outra pessoa. Todas essas ações configuram crime, independentemente do local onde ocorram. A pena prevista é de um a cinco anos de reclusão. Como a vítima pode denunciar? A vítima de importunação sexual deve buscar ajuda imediatamente. Em situações de emergência, é possível acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é recomendado procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) ou qualquer unidade da Polícia Civil. Quem presencia o crime também pode e deve agir, acionando pessoas ao redor e registrando a denúncia pelos canais oficiais. Confira os canais disponíveis para denúncia: Canal nacional e gratuito, que funciona 24 horas por dia. Oferece orientação sobre direitos e acesso à rede de enfrentamento à violência contra a mulher, com base na Lei Maria da Penha. Canal para denúncias anônimas de crimes e irregularidades, com repasse de informações às forças de segurança. Recebe denúncias, anônimas ou não, de violações de direitos humanos, incluindo violência contra mulheres, racismo, homofobia, xenofobia, intolerância religiosa, tráfico de pessoas e pornografia infantil. O serviço também pode ser acessado pelo site . Em casos de emergência, o atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados. As denúncias também podem ser feitas diretamente nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs). Leia nota da Polícia Civil na íntegra: "A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá apura o caso de importunação sexual, após a autoridade policial tomar ciência do ocorrido no programa. As imagens serão analisadas e o ex-participante será chamado para prestar depoimento. Diligências estão em andamento para esclarecer os fatos."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ex-participante-do-bbb-que-tentou-beijar-colega-a-forca-investigado-por-importunacao-sexual