Esquema utilizava credenciais de servidores do Detran-DF para fraudar e revender veículos ilegalmente
Operação Backdoor prendeu três suspeitos e apreendeu carros de luxo usados para lavar dinheiro, incluindo uma Porsche e duas BMW
Lucas Antunes
14/11/2025, 12:57 • Atualizado em 14/11/2025, 12:57
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Três suspeitos foram presos e policiais civis apreenderam duas BMW e uma Porsche | Divulgação/PCDF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina, deflagrou na manhã desta sexta-feira (14) a operação Backdoor. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva contra três integrantes de uma organização criminosa que suspeita de invadir o sistema do Detran-DF para fraudar e revender veículos de forma ilegal.
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De acordo com as investigações, o líder do esquema usava credenciais de servidores do Detran-DF de forma fraudulenta para acessar o sistema do órgão pela plataforma Gov.br, geralmente depois do expediente.
Esse acesso permitia retirar multas, concluir transferências irregulares e fazer alterações administrativas sem que os servidores verdadeiros percebessem. Até agora, já foram identificadas fraudes envolvendo pelo menos 15 servidores públicos.
O grupo tinha atuação estruturada. Um dos integrantes alugava veículos de terceiros e de locadoras e repassava esses carros a três vendedores. Com as alterações feitas ilegalmente no sistema do Detran, eles revendiam os veículos como se estivesse tudo regularizado, enganando compradores de boa-fé.
Durante as diligências, três alvos foram presos. Os policiais também apreenderam cinco veículos, incluindo duas BMW e uma Porsche, além de bolsas de grife e outros itens de alto valor. O material era usado como forma de lavagem de dinheiro obtido com as fraudes. A polícia também identificou que parte dos lucros ilícitos era reinserida na economia por meio da prática de agiotagem.
Ao todo, 45 policiais civis participaram da operação. Os mandados foram cumpridos em Planaltina, Vicente Pires, Jardim Botânico, Planaltina de Goiás e Formosa.
Procurado, o Detran-DF foi questionado sobre as medidas adotadas após a identificação das fraudes. Até a última atualização deste texto, o órgão não havia enviado resposta.
O nome da operação faz referência ao termo Backdoor, usado na área de tecnologia da informação para indicar um acesso clandestino, o que simboliza o modo como o líder do grupo invadia e manipulava o sistema do Detran da capital federal.
Esquema utilizava credenciais de servidores do Detran-DF para fraudar e revender veículos ilegalmenteOperação Backdoor prendeu três suspeitos e apreendeu carros de luxo usados para lavar dinheiro, incluindo uma Porsche e duas BMWBrasil2025-11-14T12:57:42.267ZA Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina, deflagrou na manhã desta sexta-feira (14) a operação Backdoor. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva contra três integrantes de uma organização criminosa que suspeita de invadir o sistema do Detran-DF para fraudar e revender veículos de forma ilegal. De acordo com as investigações, o líder do esquema usava credenciais de servidores do Detran-DF de forma fraudulenta para acessar o sistema do órgão pela plataforma Gov.br, geralmente depois do expediente. Esse acesso permitia retirar multas, concluir transferências irregulares e fazer alterações administrativas sem que os servidores verdadeiros percebessem. Até agora, já foram identificadas fraudes envolvendo pelo menos 15 servidores públicos. O grupo tinha atuação estruturada. Um dos integrantes alugava veículos de terceiros e de locadoras e repassava esses carros a três vendedores. Com as alterações feitas ilegalmente no sistema do Detran, eles revendiam os veículos como se estivesse tudo regularizado, enganando compradores de boa-fé. Durante as diligências, três alvos foram presos. Os policiais também apreenderam cinco veículos, incluindo duas BMW e uma Porsche, além de bolsas de grife e outros itens de alto valor. O material era usado como forma de lavagem de dinheiro obtido com as fraudes. A polícia também identificou que parte dos lucros ilícitos era reinserida na economia por meio da prática de agiotagem. Ao todo, 45 policiais civis participaram da operação. Os mandados foram cumpridos em Planaltina, Vicente Pires, Jardim Botânico, Planaltina de Goiás e Formosa. Procurado, o Detran-DF foi questionado sobre as medidas adotadas após a identificação das fraudes. Até a última atualização deste texto, o órgão não havia enviado resposta. O nome da operação faz referência ao termo Backdoor, usado na área de tecnologia da informação para indicar um acesso clandestino, o que simboliza o modo como o líder do grupo invadia e manipulava o sistema do Detran da capital federal.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/esquema-utilizava-credenciais-de-servidores-do-detran-df-para-fraudar-e-revender-veiculos-ilegalmente
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