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Depois de Robinho e Brennand, empresário do Porsche é transferido de "presídio dos famosos"

Fernando Sastre de Andrade Filho causou acidente que resultou na morte do motorista de aplicativo Ornaldo Viana, em março de 2024, em São Paulo

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Fernando Sastre está preso preventivamente desde maio de 2024 | Reprodução

O empresário Fernando Sastre Andrade Filho, preso por dirigir um Porsche em alta velocidade e atingir a traseira de outro veículo, causando a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em março de 2024, em São Paulo, foi transferido da Penitenciária II de Tremembé, conhecida como "presídio dos famosos".

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O dono do veículo de luxo estava preso preventivamente desde 6 de maio de 2024. Ele foi transferido para a Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo, no último dia 18 de dezembro. O motivo para a mudança não foi divulgado pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

A transferência de Fernando acontece após as saídas de outros "famosos" do presídio de Tremembé. Em novembro, o ex-jogador Robinho, condenado por estupro coletivo na Itália e preso no Brasil desde março de 2024, pediu à Justiça para ser encaminhado para o Centro de Ressocialização de Limeira, também no interior do estado. Ele cumpre pena de 9 anos.

O empresário Thiago Brennand, preso desde abril de 2023 por crimes sexuais como estupro e agressão, também foi transferido em novembro, após pedido da defesa. Ele foi levado à Penitenciária I de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, onde segue cumprindo pena. Brennand já foi condenado em quatro processos diferentes por violência contra mulheres e, somadas, as penas passam de 20 anos.

O SBT News entrou em contato com os advogados de Fernando Sastre e aguarda retorno.

Fernando Sastre

Fernando Sastre foi liberado por policiais sem fazer teste do bafômetro | Reprodução
Fernando Sastre foi liberado por policiais sem fazer teste do bafômetro | Reprodução

Fernando responde pelos crimes de homicídio qualificado por "perigo comum", já que colocou a vida de outras pessoas em risco, com dolo eventual, por ter assumido o risco de matar o motorista de aplicativo, e também por lesão corporal gravíssima, por ferir o amigo Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do passageiro do Porsche.

O acidente que causou a morte de Ornaldo Viana aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. De acordo com o Ministério Público, Fernando ingeriu bebida alcoólica em dois estabelecimentos antes de dirigir o Porsche. A namorada dele e um casal de amigos tentaram impedi-lo de dirigir, mas o condutor ainda assim optou por assumir o risco.

Na avenida, ainda segundo o MPSP, Fernando trafegou a mais de 150 km/h. O Instituto de Criminalística (IC) indicou, em um laudo, que o carro de luxo bateu na traseira da vítima a 156 km/h. O limite para a via era de 50 km/h.

Fernando se apresentou à autoridade policial mais de 36 horas depois da colisão, tendo deixado o local do acidente sem fazer o teste do bafômetro, com autorização dos policiais militares que atenderam à ocorrência. A conduta dos agentes também é investigada.

Porsche ficou completamente destruído | Reprodução
Porsche ficou completamente destruído | Reprodução

O acidente

O motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, dirigia um Renault Sandero branco pela Avenida Salim Farah Maluf, por volta das 02h30, quando foi atingido na traseira pelo Porsche 911 Carrera, avaliado em R$ 1,2 milhão. O carro de luxo era conduzido por Fernando Sastre de Andrade Filho, que na época tinha 24 anos.

Ornaldo foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Municipal do Tatuapé, onde deu entrada com quadro de parada cardiorrespiratória. Segundo os médicos que o atenderam, ele morreu "devido a traumatismos múltiplos não especificados".

Ornaldo da Silva Viana tinha 52 anos | Reprodução/Redes sociais
Ornaldo da Silva Viana tinha 52 anos | Reprodução/Redes sociais

A mãe de Fernando chegou ao local do acidente afirmando aos PMs que levaria o filho ao Hospital São Luiz Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, por causa de um ferimento leve na região da boca. Quando os policiais foram até o hospital, para realizar o teste do bafômetro e ouvir a versão dele do que tinha acontecido, foram informados por funcionários de que ele não deu entrada em nenhum dos hospitais da Rede São Luiz.

Fernando só foi até a delegacia, acompanhado de advogados, cerca de 36 horas após o acidente. Ele teve a prisão preventiva decretada em maio de 2024 e permanece aguardando julgamento.

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