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Polícia

Dono de Porsche teve carteira suspensa e a recuperou 12 dias antes de batida que matou uma pessoa

Uma das multas que provocaram a punição de Fernando Sastre foi por excesso de velocidade

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O dono do Porsche que matou um motorista de aplicativo teve a carteira suspensa e recuperou a habilitação doze dias antes do acidente em São Paulo, mostra reportagem de Fabio Diamante e Robinson Cerantula exibida no SBT Brasil. Uma das multas que provocaram a punição foi por excesso de velocidade.

+ Advogado critica atuação da PM em abordagem a motorista de Porsche que resultou em morte

Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, recebeu uma nova carteira de habilitação no dia 19 de março. Doze dias depois, ele matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos.

Fernando Sastre, dono de Porsche que matou homem de 52 anos em batida, recebeu uma nova CNH em março de 2024. Foto: Reprodução
Fernando Sastre, dono de Porsche que matou homem de 52 anos em batida, recebeu uma nova CNH em março de 2024. Foto: Reprodução

Com um Porsche e em alta velocidade, Fernando bateu em cheio na traseira do carro de Ornaldo, na zona leste da capital paulista, na madrugada do último domingo (31). Um amigo de Fernando, que estava no carro, ficou ferido. O prontuário do Detran de São Paulo mostra que Fernando teve a carteira de motorista suspensa no dia 5 de outubro do ano passado. Ele foi punido com 152 dias de suspensão por excesso de multas.

Documento do Detran mostra que Fernando Sastre, dono de Porsche, teve CNH suspensa por 152 dias. Foto: Reprodução
Documento do Detran mostra que Fernando Sastre, dono de Porsche, teve CNH suspensa por 152 dias. Foto: Reprodução

Uma das multas foi dada na cidade de Cascavel, no Paraná. A infração: excesso de velocidade. Ele passou por um radar com velocidade 50% acima do permitido. Fernando fez o curso de reciclagem de motoristas em São Paulo, do dia 7 ao dia 16 de novembro do ano passado e ficou proibido de dirigir durante 5 meses.

Logo depois do crime, Fernando recebeu um tratamento diferenciado. Policiais militares não fizeram o teste do bafômetro e permitiram que a mãe dele levasse o rapaz embora do local do acidente para cuidar de um suposto ferimento na boca em um hospital particular. Mais tarde, a polícia descobriu que ele não esteve em nenhum hospital.

Enquanto Ornaldo era enterrado, na tarde de segunda-feira (1º), Fernando foi até a delegacia, acompanhado de advogados. Ele chegou em uma BMW. Foi ouvido, indiciado por homicídio e saiu pela porta da frente. A polícia pediu a prisão temporária de Fernando, mas a justiça negou.

Fernando negou que tenha bebido ou usado drogas. Disse que estava numa casa de pôquer mas não tomou nenhum gole de álcool. A polícia vai pedir a quebra do sigilo bancário dele pra saber todos os gastos daquela noite.

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