Trump instrui agentes federais a se afastarem de protestos em cidades democratas
Ação só deve ocorrer em caso de ameaça a prédios federais ou pedido das autoridades locais



Naiara Ribeiro
com informações da Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no sábado (31) que instruiu o Departamento de Segurança Interna a não atuar em protestos em cidades governadas por democratas, a menos que haja pedido de ajuda das autoridades locais ou risco a prédios federais.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que “cabe às cidades proteger suas próprias propriedades estaduais e municipais”. Segundo ele, equipes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da Patrulha de Fronteira continuarão responsáveis pela segurança de prédios federais.
Na mesma declaração, o presidente adotou um tom mais duro ao tratar da atuação das forças federais.
“Não haverá cusparadas no rosto de nossos agentes, nem socos ou chutes nos faróis de nossas viaturas, nem arremesso de pedras ou tijolos contra nossos veículos ou nossos patriotas. Caso isso ocorra, essas pessoas sofrerão consequências iguais ou piores”, afirmou.
Trump também disse que não aceitará ataques a instalações sob responsabilidade do governo federal.
“Não permitiremos que nossos tribunais, prédios federais ou qualquer outra coisa sob nossa proteção sejam danificados de forma alguma", disse.
A declaração foi feita após protestos em Minneapolis e em outras cidades do país. Os atos surgiram em meio a críticas à política de imigração do governo federal e ganharam força após a morte de dois cidadãos norte-americanos em Minnesota.
Renee Nicole Good, de 37 anos, foi morta em 7 de janeiro durante uma operação de fiscalização do ICE em Minneapolis. Já Alex Pretti, também de 37 anos, morreu em 24 de janeiro após ser baleado por um agente da Patrulha de Fronteira durante uma manifestação contra a atuação do Departamento de Segurança Interna na cidade.
Nos últimos dias, o governo Trump havia enviado cerca de 3 mil agentes federais para a região como parte de ações contra a imigração ilegal, o que ampliou a presença federal e intensificou os confrontos com manifestantes.









