Fed, banco central dos EUA, mantém os juros entre 3,5% e 3,75%
Comitê cita incertezas com guerra no Oriente Médio e prevê inflação próxima da meta até 2027



SBT News
com informações da Reuters
O Federal Reserve (Fed) manteve as taxas de juros nos Estados Unidos entre 3,5% e 3,74% nesta quarta-feira (18), na primeira reunião da instituição desde o início da guerra no Oriente Médio. Citando incerteza elevada quanto às perspectivas econômicas no país, o Comitê projetou uma inflação mais alta, desemprego estável e apenas um único corte nos juros para o ano.
A decisão de manter a taxa de política monetária estável era amplamente esperada nos mercados financeiros, mas as projeções fornecem novas informações sobre como o banco central dos EUA está avaliando o impacto econômico de uma guerra que perturbou os mercados globais de petróleo.
Os preços do petróleo saltaram de menos de US$ 80 por barril para US$ 108 antes da decisão do Fed, com os preços da gasolina nos EUA também subindo e novos dados de inflação mostrando que os preços no atacado estão subindo mais rápido do que o esperado, mesmo antes do início do conflito.
Além da referência à guerra, a nova declaração do Fed foi pouco alterada em relação à declaração emitida no final de sua reunião de 27 e 28 de janeiro.
As novas projeções econômicas e de taxas de juros mostraram que o Fed, por enquanto, está olhando para além do choque do petróleo, com os formuladores de política monetária ainda esperando reduzir as taxas de juros este ano e prevendo que a inflação será de 2,2% até o final de 2027, próximo à meta de 2% do banco central.
O comitê também melhorou ligeiramente as especativas de crescimento econômico, para 2,4% em 2026, em comparação com 2,3% em dezembro, e a projeção da taxa de desemprego permaneceu inalterada em 4,4%.
O diretor do Fed Stephen Miran seguiu sendo uma voz dissidente, votando contra a decisão de manter a taxa de política monetária na faixa atual de 3,50% a 3,75%, em favor de um corte na taxa.









