Brasil prevê gasto de R$ 1,5 bilhão com Copa Feminina 2027
Sede da competição pela primeira vez, governo prevê investimentos em segurança, infraestrutura e marketing para o Mundial

Dados do Governo Federal do Brasil apontam que o Brasil deverá investir pelo menos R$ 1,5 bilhão para sediar a Copa do Mundo Feminina FIFA 2027. O torneio será a primeira edição realizada no país.
Segundo um documento interno do Ministério do Esporte, os principais gastos previstos envolvem segurança pública, centros de treinamento, infraestrutura e ações de marketing ligadas ao Mundial.
De acordo com a pasta, o Ministério da Justiça e Segurança Pública precisará de cerca de R$ 676 milhões para ações de segurança durante o torneio. Os recursos devem ser divididos entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional.
Já o Ministério do Esporte calcula necessidade de R$ 620 milhões até o início da competição. Parte do valor será destinada à modernização de 12 centros de treinamento de futebol feminino, além de campanhas de marketing que podem ultrapassar R$ 300 milhões.
O planejamento também inclui R$ 15 milhões para premiações destinadas a ex-jogadoras brasileiras. Segundo o documento, atletas que conquistaram medalha de bronze no Torneio Internacional de 1988 e integrantes da seleção brasileira da Copa do Mundo de 1991 poderão receber R$ 500 mil cada.
Investimento recorde amplia patrocinadores, avaliam especialistas
A FIFA anunciou investimento de US$ 800 milhões, cerca de R$ 4,2 bilhões, na Copa do Mundo Feminina FIFA 2027. O valor representa o dobro do aportado na edição de 2023.
Especialistas avaliam que o torneio pode acelerar o crescimento do futebol feminino no Brasil e ampliar o interesse de patrocinadores, plataformas de mídia e marcas esportivas.
Para Danielle Vilhena, diretora de projetos e operações de marcas esportivas da End to End, o investimento recorde da FIFA posiciona o futebol feminino como uma plataforma cada vez mais consistente de audiência, engajamento e geração de valor.
“Estamos diante de uma disputa mais estruturada pela atenção do público, em que o crescimento da modalidade já se traduz em interesse real do mercado anunciante. Esse nível de investimento potencializa ainda mais o desenvolvimento e consolida o futebol feminino como um ativo estratégico dentro do ecossistema global de esporte e mídia”, analisa.
Segundo Renê Salviano, especialista em marketing esportivo e CEO da Heatmap, o futebol feminino vem se consolidando como uma importante plataforma de negócios.
“Este crescimento reflete não apenas a evolução esportiva da modalidade, mas também sua consolidação como plataforma de negócios, e o Campeonato Brasileiro é um claro exemplo disso. Hoje, já são mais de 15 marcas confirmadas nos jogos decisivos da competição”, comenta Renê.















