Advogados de SP são investigados por fraude com cassiterita
PF apura venda de carregamento irregular de R$ 250 milhões e golpe financeiro; compradora seria multinacional
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Renato Barone
Advogados Guilherme Romão (à esquerda) e Santiago Shunck (à direita), do escritório Nelson Willians Advogados
A Polícia Federal investiga um caso de extração irregular de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Dois advogados e um empresário brasileiros seriam os responsáveis por vender o carregamento irregular avaliado em R$ 250 milhões à empresa compradora, a multinacional Gerald Group, sediada em Londres, mas teriam aplicado um golpe financeiro, enviando areia no lugar do minério.
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🔎A cassiterita é um minério conhecido como "Ouro Negro", do qual é retirado o estanho, que depois de refinado gera materiais fundamentais na fabricação de componentes eletrônicos, como chips e placas de vídeo.
De acordo com a investigação, os envolvidos no esquema são os advogados Santiago Shunck e Guilherme Romão, do escritório Nelson Willians Advogados, e o empresário Diego Possebon.
O trio teria disfarçado a transação fraudulenta como compra de um carregamento de areia. Para viabilizar o recebimento adiantado dos R$ 250 milhões, eles teriam contado com a ajuda de intermediadores, que, segundo a investigação, não tinham conhecimento do caráter ilícito da operação.
Uma outra empresa ligada ao Gerald Group, chamada MLS Berkowitz, faliu após se envolver na transação ilegal. Desde então, a companhia sediada na Inglaterra vem ajuizando ações cíveis para cobrar os responsáveis pela venda de cassiterita disfarçada de areia.
Por meio de nota, os advogados Santiago Shunck e Guilherme Romão afirmaram "que sua atuação foi absolutamente regular" e alegaram "desconhecer qualquer questionamento relacionado ao caso."
O Gerald Group rejeitou "categoricamente qualquer sugestão de que possa ter participado de qualquer forma de declaração falsa ou adulteração de material ou documentação com o objetivo de facilitar a exportação de cassiterita ou de qualquer outro mineral do Brasil."
MLS Berkowitz foi notificada via e-mail pelo SBT News, mas não respondeu até o momento.
Procurada para comentar sobre o caso, a OAB de São Paulo não havia respondido até a conclusão desta reportagem.
O espaço também segue aberto para o empresário Diego Possebon.
Embora não esteja diretamente envolvido no caso dos minérios, o advogado Nelson Willians foi alvo de três operações recentemente: a Operação Sem Desconto, que investiga desvio de dinheiro dos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); a Operação Distrato, que apura um esquema de comercialização de créditos irregulares de ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias) para empresas paulistas; e a Operação Arena, que combate um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo a casa de apostas Pixbet. Ele afirma não ter cometido quaisquer irregularidades.
Advogados de SP são investigados por fraude com cassiteritaPF apura venda de carregamento irregular de R$ 250 milhões e golpe financeiro; compradora seria multinacionalBrasil2026-09-14T18:47:13.635ZA Polícia Federal investiga um caso de extração irregular de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Dois advogados e um empresário brasileiros seriam os responsáveis por vender o carregamento irregular avaliado em R$ 250 milhões à empresa compradora, a multinacional Gerald Group, sediada em Londres, mas teriam aplicado um golpe financeiro, enviando areia no lugar do minério. 🔎A cassiterita é um minério conhecido como "Ouro Negro", do qual é retirado o estanho, que depois de refinado gera materiais fundamentais na fabricação de componentes eletrônicos, como chips e placas de vídeo. De acordo com a investigação, os envolvidos no esquema são os advogados Santiago Shunck e Guilherme Romão, do escritório Nelson Willians Advogados, e o empresário Diego Possebon. O trio teria disfarçado a transação fraudulenta como compra de um carregamento de areia. Para viabilizar o recebimento adiantado dos R$ 250 milhões, eles teriam contado com a ajuda de intermediadores, que, segundo a investigação, não tinham conhecimento do caráter ilícito da operação. Uma outra empresa ligada ao Gerald Group, chamada MLS Berkowitz, faliu após se envolver na transação ilegal. Desde então, a companhia sediada na Inglaterra vem ajuizando ações cíveis para cobrar os responsáveis pela venda de cassiterita disfarçada de areia. Por meio de nota, os advogados Santiago Shunck e Guilherme Romão afirmaram "que sua atuação foi absolutamente regular" e alegaram "desconhecer qualquer questionamento relacionado ao caso." O Gerald Group rejeitou "categoricamente qualquer sugestão de que possa ter participado de qualquer forma de declaração falsa ou adulteração de material ou documentação com o objetivo de facilitar a exportação de cassiterita ou de qualquer outro mineral do Brasil." MLS Berkowitz foi notificada via e-mail pelo SBT News, mas não respondeu até o momento. Procurada para comentar sobre o caso, a OAB de São Paulo não havia respondido até a conclusão desta reportagem. O espaço também segue aberto para o empresário Diego Possebon. Embora não esteja diretamente envolvido no caso dos minérios, o advogado Nelson Willians foi alvo de três operações recentemente: a , que investiga desvio de dinheiro dos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); a , que apura um esquema de comercialização de créditos irregulares de ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias) para empresas paulistas; e a , que combate um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo a casa de apostas Pixbet. Ele afirma não ter cometido quaisquer irregularidades.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/advogados-de-sp-sao-investigados-por-fraude-com-cassiterita