Kassio vê operação como tentativa de minar ala de Mendonça
Segundo fontes, ministro afirmou que operação pode tumultuar opinião pública e aumentar tensão antes da sessão desta terça-feira (15)
Túlio Amâncio, Carla Araújo
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques | Divulgação/Antonio Augusto/TSE
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), reclamou ao presidente da Corte, Edson Fachin, da operação da Polícia Federal deflagrada nesta segunda-feira (14) contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP).
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Segundo interlocutores ouvidos pela coluna, Nunes Marques avaliou que embora não haja elemento que aponte irregularidade cometida por ele, a operação pode contribuir para tumultuar a opinião pública e criar um ambiente ainda mais tenso às vésperas da sessão do STF marcada para esta terça-feira (15), já que ele é citado em conversas de Cezinha. O parlamentar também é próximo de André Mendonça.
Nunes Marques e Fachin também conversaram sobre a sessão de terça-feira, que deve tratar das investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e as relações dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin teria sinalizado que está irredutível e manterá a sessão.
A operação desta segunda-feira é a terceira fase da Operação Transparência. A PF investiga suspeitas de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Cezinha é suspeito de atuar como intermediário junto a ministros de tribunais superiores em processos de interesse de clientes.
Segundo as investigações divulgadas nesta segunda, o deputado teria atuado em pelo menos dois processos junto a Nunes Marques. Em um deles, relacionado à soltura de um investigado por desvios de recursos da educação, haveria previsão de pagamento de R$ 3 milhões. Em outro, o valor seria de R$ 500 mil. A PF aponta que Cezinha não era advogado nos casos, mas teria usado sua posição política para sugerir influência sobre ministros.
Aliados dizem que ministro não teve atuação indevida
No entorno de Nunes Marques, a avaliação é de que os elementos reunidos pela investigação mostram uma situação diferente: Cezinha teria tentado vender a terceiros a ideia de que possuía influência sobre o ministro.
A leitura feita é que o ministro seria “usado” por clientes ou intermediários justamente por supostamente vender essa influência. Não haveria, segundo essa avaliação, registros de contato ou de atuação indevida de Nunes Marques nos processos citados.
A própria existência de contatos entre Cezinha e Nunes Marques aparece nas informações divulgadas sobre a investigação. Segundo a PF, o deputado teria relatado conversas e despachos com o ministro. A investigação, porém, busca determinar se essas relações resultaram em alguma interferência indevida nos processos.
Kassio vê operação como tentativa de minar ala de MendonçaSegundo fontes, ministro afirmou que operação pode tumultuar opinião pública e aumentar tensão antes da sessão desta terça-feira (15)Brasil2026-09-14T16:54:20.502ZO ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), reclamou ao presidente da Corte, Edson Fachin, da operação da Polícia Federal deflagrada nesta segunda-feira (14) contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). Segundo interlocutores ouvidos pela coluna, Nunes Marques avaliou que embora não haja elemento que aponte irregularidade cometida por ele, a operação pode contribuir para tumultuar a opinião pública e criar um ambiente ainda mais tenso às vésperas da sessão do STF marcada para esta terça-feira (15), já que ele é citado em conversas de Cezinha. O parlamentar também é próximo de André Mendonça. Nunes Marques e Fachin também conversaram sobre a sessão de terça-feira, que deve tratar das investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e as relações dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin teria sinalizado que está irredutível e manterá a sessão. A operação desta segunda-feira é a terceira fase da Operação Transparência. A PF investiga suspeitas de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Cezinha é suspeito de atuar como intermediário junto a ministros de tribunais superiores em processos de interesse de clientes. Segundo as investigações divulgadas nesta segunda, o deputado teria atuado em pelo menos dois processos junto a Nunes Marques. Em um deles, relacionado à soltura de um investigado por desvios de recursos da educação, haveria previsão de pagamento de R$ 3 milhões. Em outro, o valor seria de R$ 500 mil. A PF aponta que Cezinha não era advogado nos casos, mas teria usado sua posição política para sugerir influência sobre ministros. Aliados dizem que ministro não teve atuação indevida No entorno de Nunes Marques, a avaliação é de que os elementos reunidos pela investigação mostram uma situação diferente: Cezinha teria tentado vender a terceiros a ideia de que possuía influência sobre o ministro. A leitura feita é que o ministro seria “usado” por clientes ou intermediários justamente por supostamente vender essa influência. Não haveria, segundo essa avaliação, registros de contato ou de atuação indevida de Nunes Marques nos processos citados. A própria existência de contatos entre Cezinha e Nunes Marques aparece nas informações divulgadas sobre a investigação. Segundo a PF, o deputado teria relatado conversas e despachos com o ministro. A investigação, porém, busca determinar se essas relações resultaram em alguma interferência indevida nos processos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/kassio-ve-operacao-como-tentativa-de-minar-ala-de-mendonca