Acidente de balão que matou mulher grávida em SP é o 3º investigado pela Aeronáutica
Juliana Alves foi a primeira pessoa a morrer em acidentes que envolvem esse tipo de aeronave, segundo dados da série histórica do Cenipa
Derick Toda
16/06/2025, 18:40 • Atualizado em 17/06/2025, 00:43
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A queda de balão que matou Juliana Alves Prado Pereira, de 27 anos, e deixou 10 pessoas feridas na cidade Capela do Alto, no interior de São Paulo, é o primeiro caso que envolveu morte e o terceiro em que uma investigação foi aberta, envolvendo esse tipo de aeronave, segundo dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB).
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Juliana Pereira estava grávida, era de Pouso Alegre (MG) e comemorava o Dia dos Namorados com o marido. Tanto o balão quanto o piloto estavam irregulares para voo. A empresa proprietária da aeronave já tinha sido proibida de realizar a atividade, mas driblou o bloqueio e estava funcionando com outro CNPJ.
Balão que caiu no interior de SP | Reprodução / Gersinho Rádio e TV
O balão levava 33 pessoas e, de acordo com a Confederação Brasileira de Balonismo (CBB), a capacidade máxima dele era de 24. Além disso, a CBB havia proibido a realização de voos no, domingo (15), devido à falta de condições climáticas seguras. "O voo se deu de forma clandestina", afirmou a Confederação.
O homem responsável pela direção do balão foi preso em flagrante, estava com a documentação irregular e tinha licença apenas para voos particulares, informou a polícia. Esse caso ainda não consta no banco de dados do Cenipa, mas o órgão abriu uma investigação.
Acidente
A série histórica do Cenipa começa em 2017. Em julho daquele ano, o órgão investigou um acidente que ocorreu em Iperó, cidade do interior paulista. O balão havia levantado voo do centro de balonismo da cidade e a lona começou a sofrer um princípio de incêndio.
O piloto precisou realizar um pouso de emergência no quintal de uma casa. Segundo o documento, o ocupante saiu ileso e a lona do balão teve dano severo decorrente do fogo. De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o balão possuía seis assentos e está, neste momento, proibido de realizar serviços de táxi aéreo.
Balão cai em quintal de casa e pega fogo | Reprodução
Incidente grave
O segundo caso investigado pelo Cenipa foi classificado como incidente grave e o ocorreu em novembro de 2023, na cidade de Alto Paraíso de Goiás.
O balão decolou do município para realizar um voo panorâmico com um tripulante e 15 passageiros. Durante a viagem, segundo o relatório de investigação, "alguns queimadores do balão deixaram de funcionar, fazendo com que o mesmo perdesse altura". Em seguida, o balão se chocou contra um paredão de pedras.
Balão se choca em paredão de pedras | Reprodução
A aeronave conseguiu fazer um pouso forçado, aterrissando em uma área da Serra das Cobras, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a 12 km de distância.
De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o balão tinha 18 assentos e está, neste momento, proibido de realizar serviços de táxi aéreo.
Acidente de balão que matou mulher grávida em SP é o 3º investigado pela AeronáuticaJuliana Alves foi a primeira pessoa a morrer em acidentes que envolvem esse tipo de aeronave, segundo dados da série histórica do CenipaBrasil2025-06-16T18:40:50.484ZA queda de balão que matou , de 27 anos, e , no interior de São Paulo, é o primeiro caso que envolveu morte e o terceiro em que uma investigação foi aberta, envolvendo esse tipo de aeronave, segundo dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB). Juliana Pereira estava grávida, era de Pouso Alegre (MG) e comemorava o Dia dos Namorados com o marido. Tanto o balão quanto o piloto estavam irregulares para voo. A empresa proprietária da aeronave já tinha sido proibida de realizar a atividade, mas driblou o bloqueio e estava funcionando com outro CNPJ. O balão levava 33 pessoas e, de acordo com a Confederação Brasileira de Balonismo (CBB), a capacidade máxima dele era de 24. Além disso, a CBB havia proibido a realização de voos no, domingo (15), devido à falta de condições climáticas seguras. "O voo se deu de forma clandestina", afirmou a Confederação. O homem responsável pela direção do balão foi preso em flagrante, estava com a documentação irregular e tinha licença apenas para voos particulares, informou a polícia. Esse caso ainda não consta no banco de dados do Cenipa, mas o órgão abriu uma investigação. Acidente A série histórica do Cenipa começa em 2017. Em julho daquele ano, o órgão investigou um acidente que ocorreu em Iperó, cidade do interior paulista. O balão havia levantado voo do centro de balonismo da cidade e a lona começou a sofrer um princípio de incêndio. O piloto precisou realizar um pouso de emergência no quintal de uma casa. Segundo o documento, o ocupante saiu ileso e a lona do balão teve dano severo decorrente do fogo. De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o balão possuía seis assentos e está, neste momento, proibido de realizar serviços de táxi aéreo. Incidente grave O segundo caso investigado pelo Cenipa foi classificado como incidente grave e o ocorreu em novembro de 2023, na cidade de Alto Paraíso de Goiás. O balão decolou do município para realizar um voo panorâmico com um tripulante e 15 passageiros. Durante a viagem, segundo o relatório de investigação, "alguns queimadores do balão deixaram de funcionar, fazendo com que o mesmo perdesse altura". Em seguida, o balão se chocou contra um paredão de pedras. A aeronave conseguiu fazer um pouso forçado, aterrissando em uma área da Serra das Cobras, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a 12 km de distância. De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o balão tinha 18 assentos e está, neste momento, proibido de realizar serviços de táxi aéreo. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/acidente-de-balao-que-matou-mulher-gravida-no-interior-de-sp-e-o-3-investigado-pela-aeronautica
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