Esquema de segurança especial escolta Marcola até hospital no DF
O líder do PCC fez exames de sangue e uma endoscopia

Maycon Leão
Policiais fortemente armados, avenidas com trânsito bloqueado. Um forte esquema de segurança contou até com helicóptero e mudou a rotina nos arredores do hospital regional do Gama nesta 6ª feira (4.ago), região administrativa que fica a cerca de 35 quilômetros do centro de Brasília.
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Toda a operação foi para que o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, fizesse exames médicos. Noventa policiais participaram, entre penais federais, militares e civis, de grupamentos especializados como BOPE, da Patamo, de Choque e da Divisão de Operações Aéreas (DOA).
Marcola chegou de helicóptero por volta das 6h da manhã, segundo a defesa do preso, fez exames de sangue e passou por uma endoscopia. Perto das 8h foi levado de volta para a penitenciária de segurança máxima de Brasília.
Outros exames
Essa não foi a primeira vez que o líder da facção criminosa muda a rotina de um hospital. Em 2020, um comboio do Sistema Penitenciário Federal parou a região central de Brasília para conduzir o criminoso ao Hospital de Base para fazer exames programados. Na época, o preso chegou e saiu de helicóptero, da mesma forma desta 6ª feira.
O plano de fuga de R$ 60 milhões
Marcola foi encaminhado para a penitenciária federal de Brasília em janeiro deste ano, depois que um plano de fuga foi descoberto. Membros da facção planejavam formas de retirar o líder do PCC da Penitenciária Federal de Porto Velho.
O plano previa a contratação de criminosos extremamente perigosos, que agiam na modalidade "Novo Cangaços". Além disso, a estratégia previa carros blindados, armamentos capazes de derrubar aeronaves e um avião de pequeno porte. Segundo o ministro da Justiça, Flávio Dino, 90% do planejado chegou a ser executado. Desde então, Marcola segue preso na penitenciária de segurança máxima do Distrito Federal.
Mais de 300 anos de reclusão
Marcola não deve deixar os presídios. O homem, que tem 55 anos, deve passar o resto da vida ocupando celas em um dos cinco presídios federais brasileiros. São eles: Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN), Porto Velho (RO) e Brasília. Ele já passou por 19 cadeias diferentes.