Política

Em posse de Nunes Marques, Flávio Bolsonaro diz esperar imparcialidade do TSE nas eleições

Senador e pré-candidato à Presidência criticou atuação da Corte eleitoral em 2022 e afirmou esperar mais "neutralidade" e "transparência" no próximo pleito

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Cézar Feitoza, Emanuelle Menezes
13/05/2026, 13:55 • Atualizado em 13/05/2026, 13:55
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (12) esperar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atue com "imparcialidade", "neutralidade" e "equilíbrio" nas próximas eleições. A declaração foi dada durante a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência da Corte eleitoral.

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Em entrevista exclusiva ao SBT News após a cerimônia, Flávio elogiou o discurso do novo presidente do TSE e disse que espera uma condução diferente da adotada nas eleições de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) disputou a reeleição e foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

"Acho um discurso todo bastante equilibrado, que é o que eu espero do TSE com essa nova composição, com equilíbrio, neutralidade e imparcialidade, diferente do que aconteceu em 2022, onde houve um desequilíbrio completo em função principalmente do ex-presidente", afirmou o senador.

Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e assume agora o comando do TSE em um momento de forte tensão política envolvendo debates sobre eleições, desinformação e atuação da Justiça Eleitoral.

Flávio critica atuação do TSE em 2022

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro voltou a fazer críticas à gestão do ministro Alexandre de Moraes à frente do TSE nas eleições presidenciais de 2022.

Segundo o senador, houve "excessos" da Corte durante o processo eleitoral.

"Sempre que o juiz aparece muito em uma partida, é sinal de que ele foi mal. O TSE não tem que ser protagonista de nada nas eleições", declarou.

O parlamentar também comentou trechos do discurso de Nunes Marques relacionados ao combate à desinformação e aos ataques ao sistema eleitoral. Para Flávio, o enfrentamento às fake news deve ocorrer com critérios "objetivos" e "transparentes".

"Dependendo da ótica de quem está olhando determinado fato, isso pode ou não ser uma uma mentira, algo falso. Eu acho que quanto mais objetividade tiver, ou seja, quanto menos subjetividade na hora de tomar as decisões, é sempre melhor", disse.

Urnas eletrônicas e transparência eleitoral

Questionado sobre as críticas feitas por Jair Bolsonaro ao sistema eletrônico de votação em 2022, Flávio afirmou que o ex-presidente nunca foi contra as eleições, mas defendia "mais segurança" e "mais transparência" no processo eleitoral.

“Foi sempre isso que o presidente Bolsonaro defendeu. Nunca foi contra as eleições, sempre defendeu mais segurança, mais transparência e foi rotulado de promover alguma espécie de desgaste disso tudo", afirmou.

Bolsonaristas costumam atribuir ao ministro Alexandre de Moraes uma atuação parcial durante o último pleito presidencial. Moraes presidiu o TSE durante as eleições de 2022 e comandou ações de combate à desinformação eleitoral.

Ao assumir o comando da Corte, Kassio Nunes Marques defendeu o fortalecimento da democracia, a segurança do sistema eleitoral e o combate à desinformação, mas afirmou que medidas devem respeitar os limites do Estado Democrático de Direito.

"Um pleito [...] somente será bem-sucedido se conseguir capturar fielmente a voz de cada uma das suas cidadãs e de cada um dos seus cidadãos. Para cumprir essa missão, devemos atuar com independência, equilíbrio e prudência. Sem omissão diante de ameaças concretas ao processo democrático, mas também sem incorrer em excessos incompatíveis com o Estado Democrático de Direito", declarou o ministro.

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