Cultura

Caso Jeffrey Epstein: história sobre criminoso sexual pode virar série, diz revista

Projeto da Sony será baseado em livro investigativo que expôs crimes e acordo secreto envolvendo o financista

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Uma minissérie sobre o caso do financista Jeffrey Epstein está em desenvolvimento pela produtora Sony Pictures Television, informou a revista americana Variety nesta segunda-feira (30).

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O projeto é baseado no livro "Perversion of Justice: The Jeffrey Epstein Story" (em tradução livre, "Perversão da Justiça: a história de Jeffrey Epstein"), da jornalista Julie K. Brown.

A produção deve retratar a investigação conduzida por Brown, repórter do Miami Herald, que revelou detalhes de um acordo secreto entre Epstein e promotores federais.

A história acompanha anos de apuração jornalística que ajudaram a identificar cerca de 80 vítimas, convencer sobreviventes a prestar depoimento público e impulsionar as prisões de Epstein e de Ghislaine Maxwell, condenada por tráfico sexual infantil e outros crimes relacionados ao financista.

O projeto ainda está em fase de desenvolvimento e busca uma emissora ou plataforma de streaming. Caso seja aprovado, pode se tornar a primeira série de ficção sobre o caso Epstein, que já inspirou diversos documentários.

Quem foi Jeffrey Epstein?

Jeffrey Epstein foi um criminoso sexual e magnata financista norte-americano, conhecido por suas conexões com figuras influentes da política, do entretenimento e dos negócios.

Ele foi preso pela primeira vez em 2008, quando admitiu ter solicitado a prostituição de uma menor de idade. Em julho de 2019, o bilionário foi preso novamente sob acusações de abuso e tráfico sexual de menores, com mais de 250 possíveis vítimas. Um mês depois, em agosto, ele foi encontrado morto dentro de sua cela com indícios de suicídio.

O caso voltou a repercutir em 2024, quando uma juíza de Nova York retirou o sigilo de centenas de páginas de um processo contra Ghislaine Maxwell, ex-namorada e cúmplice de Epstein. Entre os documentos, estava o depoimento de Johanna Sjoberg, uma das vítimas que denunciou a rede de tráfico sexual.

Às autoridades, ela relatou interações com o ex-presidente Bill Clinton e o príncipe Andrew, do Reino Unido — que negam envolvimento nos crimes. Johanna também mencionou ter visitado, ao lado de Epstein, um cassino de Trump em Atlantic City, mas destacou que não houve contato físico.

Em 2025, os arquivos viraram um centro de disputa política. Em novembro, o Partido Democrata divulgou uma série de e-mails enviados por Epstein que apontavam que Trump tinha conhecimento da rede de tráfico sexual. Em uma das mensagens, o empresário afirma que o atual presidente “passou horas com uma das vítimas” e que “sabia sobre as garotas”.

Trump voltou a negar envolvimento com Epstein e, em resposta aos e-mails, pediu a abertura de uma investigação ao Departamento de Justiça para apurar a relação dos democratas Bill Clinton e Larry Summers com Epstein. O republicano ainda citou o nome de Reid Hoffman, fundador do LinkedIn, um importante doador democrata.

Desta vez, mais de 3,5 milhões de arquivos ligados ao caso Epstein, reunindo denúncias, imagens, vídeos e trocas de e-mails relacionados à investigação, foram divulgados. As páginas foram tornadas públicas em cumprimento à Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada no final de 2025.

Ao comentar sobre a divulgação, o vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou que a Casa Branca não interferiu na revisão dos arquivos e que a nova liberação marca o fim de um longo processo de revisão sobre o caso. “A divulgação marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”, disse.

Durante o mês de janeiro, novos arquivos sobre o caso foram divulgados. As atualizações despertaram a curiosidade de internautas, que buscaram a história. Veja no gráfico abaixo, com dados do Google Trends, ferramenta que exibe os termos mais populares no buscador.

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