Polícia prende médico suspeito de importunação sexual contra pacientes no RS; ele teria feito mais de 30 vítimas
Segundo a investigação, Daniel Kollet se aproveitava do momento em que as pacientes estavam sem roupa durante exames cardiológicos
SBT Brasil
A polícia prendeu preventivamente um médico cardiologista de 55 anos suspeito de cometer importunação sexual e violação sexual mediante fraude durante consultas em Taquara, no Vale do Paranhana (RS). Pelo menos três vítimas denunciaram o profissional, mas, após a prisão, mais de 30 mulheres procuraram a polícia.
Segundo a investigação da Polícia Civil, Daniel Kollet se aproveitava do momento em que as pacientes estavam sem roupa durante exames cardiológicos. Nesse contexto, ele se aproximava sem consentimento, abraçava, beijava e fazia carícias nas vítimas. Uma paciente de 29 anos, que não será identificada, relatou o abuso sofrido durante uma consulta recente.
"Ele me abraçou, colocou o rosto no meu pescoço, começou a acariciar minhas costas. Disse que eu tinha uma energia muito boa. Foi quando percebi que estava sem roupa", contou.
O médico foi preso no próprio consultório onde atendia. De acordo com o delegado responsável pelo caso, ele admitiu informalmente parte das condutas.
"Ele disse que abraçava as vítimas para demonstrar carinho e também sob o pretexto de orientação espiritual. Ele se diz médium", afirmou o delegado.
As investigações apontam que o comportamento seguia um padrão.
"Ele convencia as vítimas a tirarem a roupa, às vezes ficando apenas de roupa íntima", completou o delegado.
De acordo com a polícia, a prática pode ter ocorrido por pelo menos 10 anos. As vítimas relataram ainda que o médico pedia segredo após os abusos.
"No final da consulta, ele perguntou se eu ia sentir falta do abraço dele e disse: 'Esse vai ser o nosso segredinho'", afirmou a paciente.
O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul informou que as denúncias são graves e que o caso será apurado com rigor. Já a defesa do médico afirma que todas as acusações são falsas.
A paciente ouvida pela reportagem relatou que chegou a duvidar da própria percepção após o ocorrido.
"Eu olhei para a foto da família dele no consultório e pensei que talvez tivesse interpretado errado. Só depois percebi que era realmente um abuso", disse.









