MG: petistas marcam só 4% em pesquisa interna para governo
Ex-prefeita de Contagem, Marília Campos pontua 20%, mas segue irredutível em disputar o Senado em vez do governo


Lula e Reginaldo Lopes | Divulgação/PT-MG
A saga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para formar seu palanque em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, continua difícil. Depois de defenderem um ultimato do petista para que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) fosse candidata ao governo, integrantes do partido admitem que ela segue irredutível e deve disputar o Senado.
Como Lula já deu aval para uma candidatura própria no Estado, a sigla voltou a considerar os deputados federais Reginaldo Lopes (PT) e Rogério Correia (PT). O problema é que os parlamentares marcaram apenas 4% de intenção de voto cada um em pesquisa interna feita para testar os nomes junto ao eleitorado, segundo apurou o SBT News.
No tracking feito pelo PT, Marília pontuou 20%, o que animou os entusiastas de sua eventual candidatura ao Palácio da Liberdade. A ex-prefeita, contudo, considera um erro lançá-la ao governo e insiste em entrar na disputa pelo Senado, cujos levantamentos de intenção de voto ela lidera em MG.
Marília defende uma frente ampla de centro-esquerda no Estado para enfrentar a direita. A ex-prefeita tem se aproximado dos pré-candidatos do MDB, Gabriel Azevedo, e do PSB, Jarbas Soares. Também tem interlocução com o ex-prefeito Alexandre Kalil, que pretende concorrer pelo PDT.
Até agora, contudo, as negociações para uma aliança entre esses partidos, das quais faz parte também o presidente do PT, Edinho Silva, não avançaram.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na corrida pelo Palácio do Planalto, também não tem palanque definido em MG. O PL tenta uma aliança com o senador Cleitinho, pré-candidato do Republicanos que lidera as pesquisas de intenção de voto, mas o acordo ainda não foi fechado.
O atual governador, Mateus Simões (PSD), por sua vez, tem tido dificuldade em capitalizar a alta popularidade de seu padrinho político, o ex-governador Romeu Zema (Novo), que se desincompatibilizou do cargo para disputar a Presidência.





















