Política

Teles dizem que internet grátis na eleição pode travar rede

Operadoras alertam STF após decisão de Zanin que obriga a franquia gratuita em domínios da Justiça Eleitoral; empresas veem risco até para totalização dos votos

Avatar de Eduardo Gayer
Eduardo Gayer
Operadoras de telefonia argumentam contra internet móvel gratuita no dia da eleição | Pexels

Operadoras de telefonia argumentam contra internet móvel gratuita no dia da eleição | Pexels

As principais operadoras telefônicas do País alertaram o Supremo Tribunal Federal (STF) de que a liberação de internet móvel gratuita no dia da eleição para serviços da Justiça Eleitoral, como determinou o ministro Cristiano Zanin, pode travar a rede. No limite, alertam as teles, até a totalização dos votos, que utiliza conectividade, pode ser afetada.

🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui

Reunidas no sindicato Conexis, as empresas Vivo, TIM e Claro solicitam ao STF que a gratuidade possa ser revertida automaticamente, no próximo domingo, caso as prestadoras detectem riscos à estabilidade das redes e a situação seja reconhecida pela Anatel. A manifestação é assinada pelo advogado Carlos Ayres Britto, ministro aposentado da Corte.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover
“As redes móveis são dimensionadas a partir de padrões históricos de demanda. O período eleitoral — e, em especial, o dia da votação — já é um momento de pico concentrado de uso nas imediações dos locais de votação, com grande número de usuários simultâneos nas mesmas células”, argumentam.

De acordo com as operadoras, a liberação de tráfego gratuito de volume e natureza desconhecidos, exatamente nesse período e nesses locais, "cria risco real de congestionamento, com degradação da qualidade para todos os usuários, inclusive daqueles que buscam os próprios serviços eleitorais". A Anatel corrobora os alertas.

Atendendo a pedido do Partido Verde (PV) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Zanin determinou, na segunda-feira (28), que a Anatel garanta o acesso gratuito ao site de checagem de notícias falsas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e às demais páginas e aplicativos da Justiça Eleitoral nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores a cada um dos turnos das eleições deste ano.

Além das questões técnicas, a Conexis alegou nesta quarta-feira que a medida traz um “risco reverso”. “O eleitor, informado de que o acesso seria gratuito, depara-se com serviços que não funcionam ou funcionam parcialmente, o que pode gerar frustração, reclamações em massa e — paradoxalmente — terreno fértil para narrativas de desinformação sobre falhas da Justiça Eleitoral ou boicote das operadoras”, argumenta o sindicato.

"Podem ser impactados: as chamadas e comunicações de emergência, a comunicação das forças de segurança e das equipes de logística eleitoral; e, no limite, a transmissão de dados vinculados à totalização dos votos, na medida em que parte das comunicações relacionadas à apuração pode depender, direta ou indiretamente, da conectividade móvel”, dizem as teles.

Mais da Coluna do Gayer

Últimas notícias de Política