Delegado Olim revela bastidores do assassinato de Mércia Nakashima
Responsável pela investigação do caso que chocou o país em 2010 é o entrevistado do True Crime desta semana

O True Crime desta semana vai voltar a 23 de maio de 2010 - dia do desaparecimento da advogada Mércia Nakashima, de 28 anos. Um crime que chocou o país e que, atualmente, seria enquadrado pela legislação como um feminicídio.
Uma detalhada investigação levou ao responsável pelo assassinato: o ex-namorado da vítima, Mizael Bispo de Sousa. Ex-policial militar e advogado, ele também era sócio de Mércia. Desde o início, Mizael negou participação no crime e tentou montar uma farsa para que o corpo da advogada nunca fosse encontrado.
Durante as investigações, a polícia descobriu que Mizael jogou o carro da ex-namorada em uma represa, em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, depois de atirar duas vezes contra Mércia. Peritos atestaram, no entanto, que a advogada morreu afogada.
O delegado Antônio de Olim, responsável pelo caso, é o convidado do True Crime. Ele relembrou o principal erro cometido pelo assassino, durante a tentativa de encobrir o crime. “Primeira mancada do Mizael: ele diz que o carro tem seguro e, por consequência, rastreador. Mas ele não sabia disso”, afirmou.
Outra prova importante foi encontrada no sapato usado por Mizael.
“Tenho mania de sapato. Peguei a jaqueta e aquele diabo daquele sapato. O sapato foi para a perícia. Ele lavou o sapato, mas o biólogo encontrou a alga que existia na represa em Nazaré Paulista”, relatou o delegado, que atualmente é deputado estadual.
Mizael Bispo de Sousa foi condenado a 22 anos e 8 meses de prisão. Ele permaneceu 12 anos em regime fechado e atualmente está em liberdade.




















