Agente penitenciário contratado por Gritzbach é condenado a 34 anos de prisão pelo assassinato de integrante do PCC em 2021
Homem que atirou no traficante da facção foi agenciado pelo agente penitenciário; Defesa disse ao SBT News que irá recorrer da decisão

O Tribunal do Júri condenou, durante a madrugada desta sexta-feira (20), o agente penitenciário David Moreira da Silva a 34 anos de prisão pelo assassinato do traficante Anselmo Santa Fausta, da facção Primeiro Comando da Capital, o PCC, ocorrido em dezembro de 2021. David, que aguardou o julgamento em liberdade, saiu algemado do plenário.
O criminalista Rodrigo Fonseca, responsável pela defesa do agente penitenciário, disse ao SBT News que vai recorrer ao Tribunal de Justiça para a realização de um novo julgamento.
Segundo a acusação, o agente penitenciário foi contratado por Antônio Vinícius Gritzbach para matar Anselmo. O homem que atirou no traficante do PCC, Noé Alves da Silva, foi agenciado pelo agente penitenciário, segundo o Ministério Público. Noé foi morto pelo PCC, teve a cabeça arrancada e colocada no mesmo local da emboscada a Anselmo.
Se estivesse vivo, Gritzbach também teria sido julgado pelo Tribunal do Júri nesta madrugada. Conhecido como o delator do PCC, ele foi executado a mando de traficantes de drogas, em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
David foi condenado por 4 votos a 3. A acusação contou com o depoimento de dois policiais civis, que estão presos: o delegado Fabio Baena Martins e o investigador Eduardo Lopes Monteiro. Ambos participaram da investigação sobre a morte de Anselmo Santa Fausta. Os policiais foram presos, há um ano e três meses, depois da delação premiada feita por Gritzbach com promotores de Justiça. O delegado e o investigador estão no Presídio da Polícia Civil e foram ouvidos por videoconferência.














