Eleições nos EUA podem mudar relação de Trump com o Brasil
Resultado pode levar presidente americano a novo cálculo de política externa

Lula e Trump em encontro na Casa Branca, nos EUA | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que elegem membros para o Congresso Nacional americano, podem mudar os rumos da política externa do presidente Donald Trump, caso os democratas se tornem maioria entre os parlamentares. A mudança de rota incluiria a relação com o Brasil e a política tarifária adotada pelo governo americano.
Na visão de integrantes do governo Lula, uma derrota poderá fazer Trump recuar de uma linha mais ideológica nos dois anos finais de seu mandato, tirando o pé do acelerador em medidas de interferência na política dos países latino-americanos, por exemplo.
Isso porque um novo Congresso, de maioria democrata, deve pressionar o presidente americano a ter uma postura mais pragmática, sob o risco de não conseguir aprovar propostas e até o orçamento.
Uma maioria democrata no Congresso americano também pode colaborar para o avanço de pautas importantes para o governo Lula, como restrições a big techs.
As chamadas “midterm elections” ocorrem na próxima terça-feira (3) e podem, inclusive, levar a mudanças em cargos no governo Trump para acomodar novos aliados. Após a nova arrumação trumpista, o governo brasileiro avalia que as conversas em torno da suspensão do tarifaço também devem avançar.
As negociações sobre as sobretaxas a produtos brasileiros estão paralisadas desde a última reunião, realizada em 30 de setembro. O governo brasileiro aguarda uma sinalização dos Estados Unidos, com a apresentação de uma lista de pedidos para mudanças comerciais entre os dois países.

























