Política

Lula vai à casa de eleitores e grava sobre alta de alimentos

Campanha usará cenário internacional e inflação sob Bolsonaro como principais culpados pelos preços elevados

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Victoria Abel
Presidente Lula em ato no Rio Grande do Norte | Ricardo Stuckert

Presidente Lula em ato no Rio Grande do Norte | Ricardo Stuckert

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara gravações para peças de campanha na casa de apoiadores para abordar o custo de vida, com foco nos preços dos alimentos e no endividamento das famílias. A estratégia é assumir o tema da alta dos valores e prometer avanços para melhorar a situação financeira da população.

A estratégia já teve início nesta segunda-feira (12), quando Lula reconheceu a insatisfação de boa parte dos brasileiros.

“Eu acho que o povo tem razão de dizer: ‘Olha, estão caras as coisas’. E nós vamos ter que encontrar um jeito de fazer com que as coisas fiquem baratas. Não tem meia conversa nisso”, afirmou Lula, nesta segunda, após participar de missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida no Alvorada.
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A campanha, porém, não vislumbra novas medidas ou propostas para valorização dos salários ou queda nos preços. Na última sexta-feira (9), Lula zerou os impostos federais sobre a gasolina.

Nas peças, a campanha pretende argumentar que o cenário internacional, marcado por guerras e conflitos, dificultou a redução dos preços. A comunicação também planeja comparar o atual contexto econômico com o do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), destacando que a inflação foi maior durante a gestão anterior.

A campanha ainda pretende dar mais visibilidade e explicar o Desenrola 3, programa de renegociação de dívidas que já está em vigor por meio de Medida Provisória. A iniciativa tenta comprar carteiras de dívidas de brasileiros com os bancos, com desconto. Dessa forma, a população participante passaria a dever para o governo, e não mais às instituições.

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