Lula descarta ligar para Trump para falar sobre facções
Para fontes do governo, decisão norte-americana é fruto da ação dos Bolsonaro para forçar interferência no país


Presidente Lula e presidente dos EUA, Donald Trump, se reúnem na Casa Branca, em Washington D.C. | Foto: Ricardo Stuckert/PR - 07.05.2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou qualquer ligação ou contato pessoal com o presidente Donald Trump neste momento para tentar reverter a classificação de PCC e CV como organizações terroristas.
Para fontes do governo, Lula já esteve com Trump recentemente, entregou documentos, fechou convênios, e explicou o combate ao crime organizado no Brasil. A estratégia, portanto, é deixar as chancelarias trabalharem.
A avaliação de auxiliares do presidente é que a medida do governo norte-americano é fruto da ação do clã Bolsonaro para forçar uma interferência americana no país.
Eles também avaliam que a ação dos EUA ajudou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a mudar a pauta da pré-campanha tirando as atenções do caso Master.
A reação do Planalto foi decidida nesta sexta-feira (29) numa reunião da qual participaram os ministros da Justiça, Wellington Dias, da Fazenda, Dario Durigan, do Itamaraty, Mauro Vieira, das Comunicações, Sidônio Palmeira, entre outros.
Em nota récem-divulgada, o Planalto decidiu nomear pela primeira vez PCC e CV como terroristas, mas referindo-se ao terror vivido pela população que vive em áreas dominadas pelas facções.
Esse tipo de terrorismo seria diferente de ações de grupos políticos ou religiosos que atuam em outras regiões do mundo, como no Oriente Médio.
























