Economia

EUA: Empresários veem efeito inócuo de Flávio em audiência

Representantes do setor privado avaliam que fala do senador é movimento de política interna

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Raquel Landim
Senador Flávio Bolsonaro (PL) | Reuters

Senador Flávio Bolsonaro (PL) | Reuters

Representantes do setor privado avaliam que a participação do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), nesta terça-feira (7), é um movimento de política interna e não deve alterar a decisão dos Estados Unidos sobre o tarifaço contra o Brasil.

Sob condição de anonimato, empresários dos setores afetados acreditam que o objetivo do senador é se posicionar contra o aumento de 25% alíquotas de importação de produtos brasileiros e descolar sua imagem da do irmão Eduardo Bolsonaro.

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“É um discurso para a política interna. Não mexe o ponteiro”, disse uma fonte qualificada à coluna. “Se não tomar cuidado, pode até atrapalhar, porque trata-se de um fórum muito técnico”, afirmou outro representante do empresariado.

De acordo com essas fontes, a audiência pública promovida pelo USTR não seria o fórum mais adequado para negociações de alto nível, porque os representantes do setor privado serão ouvidos por funcionários do segundo e terceiro escalão do órgão. Nessas audiências, os setores tentam, por exemplo, incluir produtos na lista de exceções.

Em resposta a uma carta de Flávio, o secretario de Estado, Marco Rubio, não atendeu ao pedido do senador para que o governo americano desistisse de impor tarifas ao Brasil. Na resposta, Rubio reiterou a investigação comercial aberta contra o país e afirmou que ainda há “diferenças substanciais” entre Brasil e Estados Unidos.

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