Opep+ decide elevar produção de petróleo a partir de agosto
Cartel aumentará cotas em 188 mil barris por dia enquanto exportações pelo Estreito de Ormuz se recuperam
SBT News
05/07/2026, 18:07 • Atualizado em 05/07/2026, 18:45
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Extração de petróleo
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) aprovou neste domingo (5) o aumento em 188 mil barris por dia as cotas de produção de petróleo a partir de agosto.
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A elevação da produção foi aprovada por 7 países da Opep+: Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Argélia, que integram formalmente o cartel, além de Rússia, Cazaquistão e Omã, aliados do grupo.
A decisão dá sequência à reversão gradual dos cortes de oferta adotados nos últimos anos e ocorre em meio à retomada parcial das exportações pelo Estreito de Ormuz, passagem entre Irã e Omã por onde passa cerca de 25% do comércio marítimo global de petróleo.
O fluxo pela região havia sido afetado pela guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o país persa. Nações como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque tiveram dificuldades para ampliar embarques durante o período de maior tensão, o que fez parte dos aumentos anteriores ficar apenas no papel.
Segundo dados do grupo, a produção do cartel caiu de 42,77 milhões de barris por dia em fevereiro para 33,13 milhões em maio. A oferta começou a se recuperar em junho, mas ainda está abaixo dos níveis registrados antes da guerra.
A retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz contribuiu para reduzir a pressão sobre os preços. O barril do Brent era negociado perto de US$ 72 na sexta-feira (3), patamar semelhante ao observado antes da escalada militar na região.
Além da normalização gradual das exportações no Golfo, os preços também são pressionados por sinais de menor demanda chinesa, maior oferta de produtores fora do Oriente Médio e liberação de estoques estratégicos coordenada pela Agência Internacional de Energia.
Grupo tenta recompor oferta
A Opep+ reúne países membros do cartel e produtores aliados, como a Rússia. Nos últimos anos, a gestão mensal da oferta ficou concentrada em um grupo menor de produtores. Com a saída dos Emirados Árabes Unidos da aliança, em maio, os 7 países que participaram da reunião deste domingo passaram a conduzir a reversão dos cortes.
A alta definida para agosto faz parte da retirada gradual de um corte de 1,65 milhão de barris por dia anunciado em 2023. Depois da nova decisão, ainda restarão cerca de 379 mil barris por dia desse volume a serem devolvidos ao mercado.
A próxima reunião do grupo está marcada para 2 de agosto. Caso uma nova elevação semelhante seja aprovada para setembro, os integrantes terão encerrado a reversão desse corte específico.
O movimento ocorre em um momento de pressão interna na Opep+. O Iraque defende uma cota maior para compensar perdas durante a guerra. Já os Emirados Árabes Unidos deixaram o grupo depois de defender que sua capacidade de produção fosse refletida de forma mais ampla nos limites estabelecidos pela aliança.
Mesmo com a melhora no tráfego marítimo, parte do petróleo exportado vem de estoques armazenados em navios e depósitos. A retomada plena da extração tende a levar mais tempo.
O aumento da oferta também reforça dúvidas sobre o equilíbrio do mercado em 2027. Caso a demanda não acompanhe a recuperação da produção, o cartel poderá enfrentar pressão adicional para conter preços ou preservar participação de mercado.
Opep+ decide elevar produção de petróleo a partir de agostoCartel aumentará cotas em 188 mil barris por dia enquanto exportações pelo Estreito de Ormuz se recuperamEconomia2026-07-05T18:07:28.638ZA Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) aprovou neste domingo (5) o aumento em 188 mil barris por dia as cotas de produção de petróleo a partir de agosto. A elevação da produção foi aprovada por 7 países da Opep+: Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Argélia, que integram formalmente o cartel, além de Rússia, Cazaquistão e Omã, aliados do grupo. A decisão dá sequência à reversão gradual dos cortes de oferta adotados nos últimos anos e ocorre em meio à retomada parcial das exportações pelo Estreito de Ormuz, passagem entre Irã e Omã por onde passa cerca de 25% do comércio marítimo global de petróleo. O fluxo pela região havia sido afetado pela guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o país persa. Nações como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque tiveram dificuldades para ampliar embarques durante o período de maior tensão, o que fez parte dos aumentos anteriores ficar apenas no papel. Segundo dados do grupo, a produção do cartel caiu de 42,77 milhões de barris por dia em fevereiro para 33,13 milhões em maio. A oferta começou a se recuperar em junho, mas ainda está abaixo dos níveis registrados antes da guerra. A retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz contribuiu para reduzir a pressão sobre os preços. O barril do Brent era negociado perto de US$ 72 na sexta-feira (3), patamar semelhante ao observado antes da escalada militar na região. Além da normalização gradual das exportações no Golfo, os preços também são pressionados por sinais de menor demanda chinesa, maior oferta de produtores fora do Oriente Médio e liberação de estoques estratégicos coordenada pela Agência Internacional de Energia. Grupo tenta recompor oferta A Opep+ reúne países membros do cartel e produtores aliados, como a Rússia. Nos últimos anos, a gestão mensal da oferta ficou concentrada em um grupo menor de produtores. Com a saída dos Emirados Árabes Unidos da aliança, em maio, os 7 países que participaram da reunião deste domingo passaram a conduzir a reversão dos cortes. A alta definida para agosto faz parte da retirada gradual de um corte de 1,65 milhão de barris por dia anunciado em 2023. Depois da nova decisão, ainda restarão cerca de 379 mil barris por dia desse volume a serem devolvidos ao mercado. A próxima reunião do grupo está marcada para 2 de agosto. Caso uma nova elevação semelhante seja aprovada para setembro, os integrantes terão encerrado a reversão desse corte específico. O movimento ocorre em um momento de pressão interna na Opep+. O Iraque defende uma cota maior para compensar perdas durante a guerra. Já os Emirados Árabes Unidos deixaram o grupo depois de defender que sua capacidade de produção fosse refletida de forma mais ampla nos limites estabelecidos pela aliança. Mesmo com a melhora no tráfego marítimo, parte do petróleo exportado vem de estoques armazenados em navios e depósitos. A retomada plena da extração tende a levar mais tempo. O aumento da oferta também reforça dúvidas sobre o equilíbrio do mercado em 2027. Caso a demanda não acompanhe a recuperação da produção, o cartel poderá enfrentar pressão adicional para conter preços ou preservar participação de mercado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/opep-decide-elevar-producao-de-petroleo-a-partir-de-agosto
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