PT liga Copa à soberania e Flávio avalia mudança de rota
Campanhas à Presidência trilham caminhos diferentes nas redes sociais


Lula foca na soberania, e Flávio, muda rota de campanha
O perfil do Partido dos Trabalhadores (PT) nas redes sociais publicou na manhã desta quinta-feira (11), data de início da Copa do Mundo, um vídeo em que usa o futebol como pano de fundo para disseminar a narrativa sobre soberania que está ajudando o Palácio do Planalto a melhorar índices de popularidade.
A correlação feita pelo PT nao é à toa. Pesquisa Genial/ Quaest divulgada na quarta (10) mostra que a maioria do eleitorado (47%) concorda com narrativa, utilizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria sido responsável pela decisão do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, de impor um novo tarifaço a produtores brasileiros.
Para essa parcela da população, o pré-candidato bolsonarista teria pedido ao norte-americano a imposição de novas sanções contra setores da economia brasileira - tese que é rechaçada publicamente por Flávio Bolsonaro.
O senador diz, inclusive, que pediu ao chefe da Casa Branca que poupasse as empresas brasileiras de novas sanções. Esta possibilidade é considerada a mais verídica para 35% dos entrevistados pela Genial/Quaest.
Com esse movimento, o PT e outros perfis ligados a Lula tentam colocar em prática a estratégia de atrair o eleitor que normalmente não discute político mas irá debater futebol nas redes.
O vídeo publicado pelos petistas diz que "quem joga pelo povo, jogo pelo Brasil” e ainda cita o presidente como “meu jogador”.
“Está evidente a polarização entre dois projetos. O de Lula: que joga pelo Brasil, torce pelo Brasil, defende o Brasil. E o projeto representado por Flávio Bolsonaro, cada dia mais enrolado com o Escândalo Master, e que coloca os interesses da família acima dos interesses do Brasil” afirmou o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, ao ser questionado pela coluna sobre a estratégia digital.
Enquanto isso, no campo adversário, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro e aliados do parlamentar devem usar os 39 dias da Copa do Mundo para rever a estratégia e ganhar fôlego depois que o senador sofreu reveses provocados pela confirmação de que ele pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para patrocínio do filme "Dark Horse”.
Além disso, esse período será utilizado para rebater justamente a associação feita por aliados de Lula de que Flávio e o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, usam a interlocução com o governo de Donald Trump para prejudicar o Brasil.
O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) foi para as plataformas nesta quinta e publicou um vídeo em que ele recebe de um “apoiador-mirim” um álbum de figurinhas da copa, no lugar das figurinhas de jogadores, imagens de parlamentares como do senador Flávio Bolsonaro, do próprio deputado e de colegas como Nikolas Ferreira (PL-MG).
Em busca desse novo fôlego, o senador também quer emplacar nas redes o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, depois que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a mudança durante sessão na quarta-feira.
Em conteúdo publicado, nesta quinta, Flávio Bolsonaro pontuou que tem projeto semelhante no Senado, que vai mais além, prevendo que a redução da maioridade passe dos 18 para os 14 anos e ressaltou que agora os eleitores saberão de que lado o governo Lula está, se dos brasileiros ou dos bandidos.

























