Política

Diplomata brasileira pede ao Itamaraty para dar condolências pela morte de Ali Khamenei e apoio ao regime do Irã

Encarregada de negócios de embaixada no país enviou telegrama ao Ministério das Relações Exteriores

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Nathalia Fruet
Ali Khamenei | Reuters

Ali Khamenei | Reuters

A diplomata Cláudia Assaf Bastos disse, em documento enviado ao Itamaraty, nesta quinta-feira (5), que gostaria de assinar um livro de condolências da Embaixada do Irã, em Burkina Faso, pela morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morto no sábado (28/2) após ataque dos Estados Unidos e Israel. A coluna teve acesso ao documento.

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A encarregada de negócios da embaixada do Brasil no país africano pontua que o livro ficaria aberto até esta sexta-feira, às 11h da manhã, pelo horário de Brasília. Cláudia Assaf diz que se não houvesse orientação oficial iria assinar o documento em apoio ao regime iraniano e lamentando a morte de Ali Khamenei.

O telegrama, segundo diplomatas, expõe o Ministério das Relações Exteriores em um momento em que o governo brasileiro, apesar de ter condenado o ataque, evitou apoiar de forma explícita o Irã.

O presidente Lula tem adotado cautela ao tratar do assunto já que o conflito no Oriente Médio é considerado um teste para o Brics, o grupo de 11 países emergentes ao qual o Brasil faz parte junto com China, Índia, Rússia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Indonésia e Irã. Os Emirados e a Arábia, que não condenaram os ataques, viraram alvo de retaliação do Irã.

Assessores do Itamaraty, ouvidos na condição de anonimato, confirmam que o assunto foi tratado pelo ministro Mauro Vieira e não deve haver resposta formal para a diplomata, mas sim um telefonema chamando atenção da encarregada de negócios da embaixada brasileira.

No telegrama, a diplomata faz defesa do regime islâmico e cobra o governo brasileiro por não ter feito manifestacoes públicas condenando o ato violento que contraria a Carta das Nacoes Unidas.

O SBT News procurou a assessoria do Ministério das Relações Exteriores e aguarda resposta sobre o pedido da diplomata. A encarregada de negócios não se pronunciou.

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