Após "Exército do Lula", TSE alerta sobre canal particular
Ministro Nunes Marques afirmou durante sessão da corte eleitoral que campanha de candidatos à Presidência podem ser responsabilizados por canais particulares

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques | Divulgação/Antonio Augusto/TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou na abertura da sessão plenária da noite de terça-feira (13) que as campanhas dos candidatos à Presidência poderão ser responsabilizadas pelo conteúdo veiculado em canais “particulares”, que não oficiais dos partidos e que tratam sobre eleição.
A declaração foi dada em meio ao bloqueio por 48 horas do grupo de WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones (REDE-MG) chamado “Exército do Lula”.
Nunes Marques afirmou que o assunto é polêmico e que, no momento, não seria debatido pelo plenário, mas não descartou que os candidatos e as campanhas que estão usando canais que não estão imbricados, ou seja, detalhados pelas campanhas como ferramenta para a disputa, sejam responsabilizados.
Durante a tarde de terça, o PT fez o registro do canal para atender determinação do presidente do TSE e, à noite, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou ofício para registrar o canal “Tropa do Flávio”.
Mesmo com o presidente do TSE sinalizando que o assunto não iria para o plenário, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reforçou e cobrou urgência sobre a ação que trata do canal pró-Lula, defendendo que o assunto seja tema de debate no plenário.


























