Planalto vê jogo zerado e vontade de Alcolumbre em recompor
Para governistas, nome de Jorge Messias será reenviado porque vai ser aprovado; encontro de Lula e Alcolumbre está sendo preparado


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) | Carlos Moura/Agência Senado
O governo avalia que zerou o jogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e não vê risco de nova rejeição do nome de Jorge Messias para vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Alcolumbre fez chegar ao Planalto que quer recompor. O senador teria dito a interlocutores que alcançou o propósito de derrotar o governo pelo indicado não ter sido Rodrigo Pacheco, nome de seu interesse. E que agora, com a decisão do governo de indicar o Advogado-Geral da União novamente, seria hora de seguir adiante.
A mudança de humor ocorre em momento de avanço das investigações sobre as fraudes do Master, em que fundos de previdência de alguns estados e municípios estão sob apuração, incluindo do Amapá, base eleitoral de Alcolumbre. A perspectiva de novas fases da operação Compliance Zero preocupa a classe política em Brasília.
O ministro da secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, tem pavimentado o caminho para pacificar as relações. A tese governista é de que o problema foi de ordem política e não motivado pelo perfil de Messias. Um encontro entre Lula e Alcolumbre, para que conversem, está sendo preparado.
Em maio, os dois sentaram lado a lado na cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, mas não conversaram em público. No mesmo evento, Messias recebeu uma salva de palmas do público, que não foi acompanhada por Alcolumbre, o que foi visivelmente notado.
Na semana passada, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), o favorito de Alcolumbre, anunciou que sairá da vida pública.

























