União tem 90 dias para plano de retirada em Terra Indígena
Prazo foi determinado pelo presidente do STF, Edson Fachin, referente à Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará
SBT News
31/05/2026, 18:38 • Atualizado em 31/05/2026, 18:38
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Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo | Divulgação/Rosinei Coutinho/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou, neste domingo (31), um prazo de 90 dias para que o governo federal apresente um plano de desocupação da Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca, no Pará.
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A decisão ocorre após alertas de organizações indígenas sobre o agravamento das invasões e do desmatamento no território, que abriga o povo Arara e foi demarcado em 2016. Dados apresentados pelo ministro indicam que o desmatamento na TI Cachoeira Seca cresceu cerca de 45% entre 2023 e 2024, na contramão da tendência de queda registrada em outras reservas da bacia do Xingu.
O plano deve conter um cronograma com etapas e responsáveis pela retirada dos invasores, previsão orçamentária para indenizar os ocupantes de boa-fé, estratégia para proteção da saúde e integridade cultural dos indígenas Arara e medidas para conter o avanço de ramais ilegais na Terra Indígena.
O ministro também determinou a criação do "Comitê de Governança para efetividade da proteção de povos indígenas isolados e de recente contato", que servirá como um fórum permanente para monitorar a segurança no território e a saúde do grupos indígenas em situação de extrema vulnerabilidade.
Para Fachin, a demora do Estado em retirar invasores de áreas homologadas não é apenas uma falha administrativa, mas uma "violação estrutural" que coloca em risco a sobrevivência física e cultural dos povos originários.
A decisão foi motivada por uma ação protocolada pela Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).
União tem 90 dias para plano de retirada em Terra IndígenaPrazo foi determinado pelo presidente do STF, Edson Fachin, referente à Terra Indígena Cachoeira Seca, no ParáPolítica2026-05-31T18:38:53.901ZO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou, neste domingo (31), um prazo de 90 dias para que o governo federal apresente um plano de desocupação da Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca, no Pará. A decisão ocorre após alertas de organizações indígenas sobre o agravamento das invasões e do desmatamento no território, que abriga o povo Arara e foi demarcado em 2016. Dados apresentados pelo ministro indicam que o desmatamento na TI Cachoeira Seca cresceu cerca de 45% entre 2023 e 2024, na contramão da tendência de queda registrada em outras reservas da bacia do Xingu. O plano deve conter um cronograma com etapas e responsáveis pela retirada dos invasores, previsão orçamentária para indenizar os ocupantes de boa-fé, estratégia para proteção da saúde e integridade cultural dos indígenas Arara e medidas para conter o avanço de ramais ilegais na Terra Indígena. O ministro também determinou a criação do "Comitê de Governança para efetividade da proteção de povos indígenas isolados e de recente contato", que servirá como um fórum permanente para monitorar a segurança no território e a saúde do grupos indígenas em situação de extrema vulnerabilidade. Para Fachin, a demora do Estado em retirar invasores de áreas homologadas não é apenas uma falha administrativa, mas uma "violação estrutural" que coloca em risco a sobrevivência física e cultural dos povos originários. A decisão foi motivada por uma ação protocolada pela Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/uniao-tem-90-dias-para-plano-de-desocupacao-em-terra-indigena