Governo Lula espera tarifas dos EUA contra Brasil até terça
Investigação foi iniciada em 2025 e tem prazo final em 15 de julho; expectativa é a de que recomendações saíam antes


Presidente Lula e presidente dos EUA, Donald Trump, se reúnem na Casa Branca, em Washington D.C. | Foto: Ricardo Stuckert/PR - 07.05.2026
Integrantes do governo Lula esperam que os Estados Unidos publiquem entre esta segunda (1) e terça-feira (2) recomendações com punições e novas tarifas contra o Brasil na seção 301 da Lei de Comércio, que apura supostas práticas comerciais injustas.
A investigação em questão foi instaurada pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) em julho de 2025, sendo uma das medidas adotadas por Donald Trump em reação ao que foi chamado de "caça às bruxas" contra Jair Bolsonaro (PL).
O prazo desta apuração em andamento encerra oficialmente 15 de julho, mas antes devem ser publicadas as tais recomendações.
A punição, contudo, não entrará em vigor imediatamente. Haverá prazo de 30 dias para resposta do governo brasileiro e consulta pública. É aí que o setor privado pode entrar para ajudar a pressionar os americanos.
São duas frentes de investigação contra o Brasil na 301: uma genérica - que inclui outros 59 países - e outra específica, a que mais preocupa.
Essa última investiga práticas desleais na área ambiental (desmatamento), etanol, PIX, propriedade intelectual, além de outras, e foi anunciada na esteira do tarifaço, no ano passado. Há menção até à rua 25 de março, famosa região de comércio popular em São Paulo.
Fontes do governo relatam que as conversas entre autoridades dos governos brasileiro e americano têm sido boas. Só na semana passada foram duas reuniões. Uma delas com o representante comercial americano, Jamieson Greer, e toda a equipe.
O receio aumentou com a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Greer e o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, próximo à família Bolsonaro, atuam no mesmo departamento. Foi Rubio que anunciou a classificação de CV e PCC como organizações terroristas na última quinta-feira (28). Quem dará a última palavra sobre possíveis novas tarifas entrarem em vigor será Donald Trump.

























