Inteligência artificial detecta aromas de uísque melhor do que humanos
Pesquisadores da Alemanha desenvolveram tecnologia que alcançou 90% de precisão ao identificar origem e notas aromáticas da bebida
C
Cido Coelho
25/12/2024, 14:40 • Atualizado em 25/12/2024, 14:40
compartilhar
Algoritmos criados na Alemanha consegue identificar uísques com 90% de precisão | Pexels
Pesquisadores do Instituto Fraunhofer de Engenharia de Processos e Embalagem da Alemanha anunciou que desenvolveu algoritmos baseados em inteligência artificial (IA) que conseguem prever aromas e notas que exalam do uísque e apontar se ele é produzido nos Estados Unidos ou na Escócia.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Segundo o estudo publicado na quinta-feira (19) na Communications Chemistry, os algoritmos foram treinados pelos pesquisadores fornecendo uma lista de moléculas detectadas por cromatografia gasosa e espectometria de massas em 16 amostras de uísque famosos como Jack Daniel's, Four Roses, Red Label, Marker's, Mark, Talisker e outros.
Além disso, os pesquisadores forneceram detalhes de seus aromas para cada amostra por um painel formado por 11 especialistas.
Em posse destas informações, os pesquisadores treinaram algoritmos de IA para prever as cinco principais notas aromáticas e a origem geográfica das bebidas.
Uísque dos EUA é mais caramelizado, o escocês é mais defumado
IA consegue entender complexidades do sabor de um uísque melhor que um especialista humano | Unsplash
Os algoritmos entregaram que para a produção do uísque dos Estados Unidos, são associados os compostos como mentol e citronelol. Já nos destilados da Escócia foram detectados decanoato de metila e ácido heptanoico.
Os uísques norte-americanos possuem notas mais caramelizadas, enquanto as notas de "maçã", "diluentes" e "fenólicas" (um aroma defumado ou medicinal) estão presentes nas bebidas escocesas.
Algoritmos conseguem apontar se a bebida é falsificada ou adulterada | Pexels
Segundo um dos pesquisadores do estudo, Andreas Grasskamp, os algoritmos desenvolvidos se alinharam melhor com os resultados do painel do que cada especialista, fornecendo uma estimativa melhor da percepção geral do cheiro.
Essa técnica de aprendizado de máquina pode ser usada para detectar uísque falso ou adulterado e se as propriedades estão adequadas ao modo de fabricação. Com isso, aumentando a qualidade do produto e reduzindo os custos.
Inteligência artificial detecta aromas de uísque melhor do que humanosPesquisadores da Alemanha desenvolveram tecnologia que alcançou 90% de precisão ao identificar origem e notas aromáticas da bebidaTecnologia2024-12-25T14:40:39.158ZPesquisadores do Instituto Fraunhofer de Engenharia de Processos e Embalagem da Alemanha anunciou que desenvolveu algoritmos baseados em inteligência artificial (IA) que conseguem prever aromas e notas que exalam do uísque e apontar se ele é produzido nos Estados Unidos ou na Escócia. Segundo o estudo publicado na quinta-feira (19) na Communications Chemistry, os algoritmos foram treinados pelos pesquisadores fornecendo uma lista de moléculas detectadas por cromatografia gasosa e espectometria de massas em 16 amostras de uísque famosos como Jack Daniel's, Four Roses, Red Label, Marker's, Mark, Talisker e outros. Além disso, os pesquisadores forneceram detalhes de seus aromas para cada amostra por um painel formado por 11 especialistas. Em posse destas informações, os pesquisadores treinaram algoritmos de IA para prever as cinco principais notas aromáticas e a origem geográfica das bebidas. Uísque dos EUA é mais caramelizado, o escocês é mais defumado Os algoritmos entregaram que para a produção do uísque dos Estados Unidos, são associados os compostos como mentol e citronelol. Já nos destilados da Escócia foram detectados decanoato de metila e ácido heptanoico.
Os uísques norte-americanos possuem notas mais caramelizadas, enquanto as notas de "maçã", "diluentes" e "fenólicas" (um aroma defumado ou medicinal) estão presentes nas bebidas escocesas. Segundo um dos pesquisadores do estudo, Andreas Grasskamp, os algoritmos desenvolvidos se alinharam melhor com os resultados do painel do que cada especialista, fornecendo uma estimativa melhor da percepção geral do cheiro. Essa técnica de aprendizado de máquina pode ser usada para detectar uísque falso ou adulterado e se as propriedades estão adequadas ao modo de fabricação. Com isso, aumentando a qualidade do produto e reduzindo os custos. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/tecnologia/inteligencia-artificial-detecta-aromas-de-uisque-melhor-que-humanos