Tecnologia

Google vai usar histórico do Gmail e YouTube do usuário no Gemini

Novo recurso permite que o chatbot raciocine a partir de Gmail, Fotos, Busca e histórico do YouTube; estreia em beta nos EUA para assinantes pagos

Avatar de Exame.com
Exame.com
15/01/2026, 11:50 • Atualizado em 15/01/2026, 11:52
compartilhar
Google TV passa a ter Gemini mais visual, interativo e com edição por IA | Reprodução

Google TV passa a ter Gemini mais visual, interativo e com edição por IA | Reprodução

O Google anunciou um dos avanços mais ambiciosos até agora para o Gemini: a chegada da chamada Personal Intelligence, uma camada de personalização que conecta o chatbot diretamente a dados do ecossistema do usuário, como Gmail, Google Fotos, Busca e histórico do YouTube.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A proposta é simples no discurso, mas ampla no impacto: permitir que o Gemini entregue respostas mais úteis ao raciocinar automaticamente sobre informações já existentes na conta do usuário, sem que seja necessário pedir explicitamente para "olhar" um app específico. O recurso é alimentado pelos novos modelos Gemini 3.

Não é a primeira personalização, mas é a mais profunda

Desde setembro de 2023, quando o Gemini ainda se chamava Bard, o Google já vinha testando integrações do chatbot com seus serviços. Também já existe hoje a capacidade de lembrar conversas anteriores.

A diferença agora está no nível de autonomia: com a Personal Intelligence, o sistema pode cruzar dados de diferentes fontes da conta do usuário por conta própria, algo que marca um salto em direção a assistentes realmente contextuais.

O exemplo mais detalhado foi compartilhado por Josh Woodward, vice-presidente do app Gemini, do Google Labs e do AI Studio. Segundo ele, ao perguntar ao Gemini o tamanho do pneu de uma minivan 2019, o chatbot não apenas encontrou a especificação, como:

  • Sugeriu opções de pneus para uso diário e para todas as estações;
  • Levou em conta viagens familiares identificadas no Google Fotos;
  • Buscou avaliações e preços;
  • Recuperou a placa do veículo a partir de uma foto;
  • Identificou a versão exata do carro ao cruzar informações do Gmail.

Na prática, o Gemini atuou menos como um buscador e mais como um assistente pessoal que entende contexto.

Riscos reconhecidos pelo próprio Google

Woodward admite que, apesar de testes extensivos, o recurso ainda pode gerar:

  • Respostas imprecisas;
  • Excesso de personalização, conectando assuntos que não têm relação;
  • Falhas de tempo e nuance, especialmente em mudanças de vida como divórcios ou interesses que variam ao longo do tempo.

Segundo o executivo, esses pontos já estão no radar da equipe e fazem parte do escopo de ajustes contínuos.

Privacidade, controle e "guardrails"

Na Personal Intelligence, o usuário escolhe quais aplicativos serão conectados ao Gemini. O Google afirma ter criado barreiras de proteção para temas sensíveis e diz que o chatbot evita fazer suposições proativas sobre dados como saúde, embora possa discutir essas informações se o usuário pedir.

Outro ponto enfatizado: o Gemini não treina diretamente com o conteúdo do Gmail ou do Google Fotos. O treinamento ocorre apenas com dados limitados, como os prompts feitos no Gemini e suas respostas.

Disponibilidade: por enquanto, limitada

O recurso estreia em beta, apenas nos Estados Unidos, para assinantes "elegíveis" dos planos Google AI Pro e AI Ultra, e somente para contas pessoais.

O Google afirma que pretende expandir a Personal Intelligence para outros países, para a versão gratuita do Gemini e também para o AI Mode da Busca "em breve".

No contexto da corrida por assistentes mais úteis e menos genéricos, a estratégia do Google deixa claro o caminho: menos respostas universais, mais contexto pessoal e com todos os desafios técnicos e éticos que isso inevitavelmente traz.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Sem corda, jovem morre durante queda de bungee jump em SP

Sem corda, jovem morre durante queda de bungee jump em SP

Imagem da notícia: Keiko Fujimori rejeita recontagem total de votos no Peru

Keiko Fujimori rejeita recontagem total de votos no Peru

Imagem da notícia: Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Imagem da notícia: Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Imagem da notícia: Sem corda, jovem morre durante queda de bungee jump em SP

Sem corda, jovem morre durante queda de bungee jump em SP

Imagem da notícia: Keiko Fujimori rejeita recontagem total de votos no Peru

Keiko Fujimori rejeita recontagem total de votos no Peru

Imagem da notícia: Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Imagem da notícia: Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Últimas notícias

Irã descarta assinar acordo de paz com EUA no domingo (14)

Governo iraniano mantém possibilidade de formalização nos próximos dias, mas cita cautela diante da postura norte-americana

Marrocos: de colônia ao protagonismo, além do gramado

País une geopolítica, identidade e futebol para se firmar como potência emergente no cenário internacional

Morre Vovô Anésio, fenômeno do TikTok, aos 88 anos

Influenciador conhecido pelo humor simples acumulava mais de 6,8 milhões de seguidores na plataforma digital ao lado do neto Caio Fiori

Lula a Ancelotti: "Copa a gente não disputa, a gente ganha"

Em recado a Ancelotti, presidente incentivou jogadores antes da estreia do Brasil contra o Marrocos neste sábado (13)

Mega-Sena: estreia do Brasil na Copa altera datas do sorteio

Concurso 3018 deste sábado (13) passou para domingo (14); horário também sofreu alteração

Nome de Trump é removido da fachada do Kennedy Center

Presidente colocou seu nome em cima do nome do ex-presidente; Justiça afirmou que medida aconteceu sem aprovação do Congresso