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A ordem inclui acusações de terrorismo, insurreição armada contra a segurança e a soberania do Estado, atentado contra a segurança dos meios de transporte, associação criminosa, incitação pública ao crime e atentado contra a segurança dos serviços públicos.
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Morales nega ter defendido a renúncia de Paz e afirma que as mobilizações tinham o objetivo de pressionar o governo a atender às reivindicações dos grupos envolvidos.
Durante sete semanas, trabalhadores rurais de La Paz e integrantes da Central Operária Boliviana, a COB, bloquearam rodovias principalmente no oeste e no centro do país. Os protestos tiveram apoio de grupos aliados de Morales.
Os bloqueios provocaram desabastecimento de alimentos, combustíveis e oxigênio hospitalar em várias cidades. Pelo menos 16 pessoas morreram, sendo 13 por falta de atendimento médico devido à interrupção do trânsito.
Os prejuízos econômicos causados pelas manifestações são estimados em mais de US$ 3 bilhões.
A denúncia foi apresentada no início de julho por líderes cívicos de Santa Cruz, região mais populosa e principal motor econômico da Bolívia. Posteriormente, o ministro do Governo, Marco Antonio Oviedo, também se juntou à ação.
O processo inclui ainda Marco Argollo, principal dirigente da COB, e Vicente Salazar, líder dos camponeses de La Paz. Salazar está em prisão preventiva desde 6 de julho por causa de outra investigação relacionada aos mesmos fatos.
Em 20 de junho, após fechar acordos com setores como a COB, Paz decretou estado de exceção para liberar as rodovias. Na ocasião, a Polícia e as Forças Armadas foram mobilizadas para retirar os bloqueios e restabelecer a circulação.
Morales permanece desde outubro de 2024 no Trópico de Cochabamba, seu reduto político e sindical, cercado por centenas de apoiadores que tentam impedir o cumprimento de um mandado de prisão relacionado a uma investigação sobre tráfico qualificado de pessoas.
O ex-presidente é acusado de ter mantido uma suposta relação com uma menor de idade, com quem teria tido uma filha enquanto ocupava a Presidência, em 2016.
Em maio, um tribunal da região sul de Tarija declarou Morales em rebeldia e expediu um novo mandado de prisão depois que ele não compareceu ao início do julgamento. A Polícia afirma que aguarda o momento adequado para cumprir a ordem.
MP da Bolívia ordena prisão de Evo Morales por protestosEx-presidente é acusado de terrorismo, insurreição armada e outros crimes ligados a bloqueios de rodovias ocorridos entre maio e junhoMundo2026-07-30T02:57:22.556ZO Ministério Público da Bolívia ordenou, nesta quarta-feira (29), a prisão do ex-presidente Evo Morales por suposto envolvimento nos . As manifestações exigiam a renúncia do atual presidente, A ordem inclui acusações de terrorismo, insurreição armada contra a segurança e a soberania do Estado, atentado contra a segurança dos meios de transporte, associação criminosa, incitação pública ao crime e atentado contra a segurança dos serviços públicos. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Morales nega ter defendido a renúncia de Paz e afirma que as mobilizações tinham o objetivo de pressionar o governo a atender às reivindicações dos grupos envolvidos. + Bloqueios causaram desabastecimento e mortes Durante sete semanas, trabalhadores rurais de La Paz e integrantes da Central Operária Boliviana, a COB, bloquearam rodovias principalmente no oeste e no centro do país. Os protestos tiveram apoio de grupos aliados de Morales. Os bloqueios provocaram desabastecimento de alimentos, combustíveis e oxigênio hospitalar em várias cidades. Pelo menos 16 pessoas morreram, sendo 13 por falta de atendimento médico devido à interrupção do trânsito. Os prejuízos econômicos causados pelas manifestações são estimados em mais de US$ 3 bilhões. + Denúncia também envolve líderes sindicais A denúncia foi apresentada no início de julho por líderes cívicos de Santa Cruz, região mais populosa e principal motor econômico da Bolívia. Posteriormente, o ministro do Governo, Marco Antonio Oviedo, também se juntou à ação. O processo inclui ainda Marco Argollo, principal dirigente da COB, e Vicente Salazar, líder dos camponeses de La Paz. Salazar está em prisão preventiva desde 6 de julho por causa de outra investigação relacionada aos mesmos fatos. Em 20 de junho, após fechar acordos com setores como a COB, Paz decretou estado de exceção para liberar as rodovias. Na ocasião, a Polícia e as Forças Armadas foram mobilizadas para retirar os bloqueios e restabelecer a circulação. + Ex-presidente já é alvo de outro mandado Morales permanece desde outubro de 2024 no Trópico de Cochabamba, seu reduto político e sindical, cercado por centenas de apoiadores que tentam impedir o cumprimento de um mandado de prisão relacionado a uma investigação sobre tráfico qualificado de pessoas. O ex-presidente é acusado de ter mantido uma suposta relação com uma menor de idade, com quem teria tido uma filha enquanto ocupava a Presidência, em 2016. Em maio, um tribunal da região sul de Tarija declarou Morales em rebeldia e expediu um novo mandado de prisão depois que ele não compareceu ao início do julgamento. A Polícia afirma que aguarda o momento adequado para cumprir a ordem. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/mp-da-bolivia-ordena-prisao-de-evo-morales-por-protestos
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