Após dois anos, Japão "vence a guerra contra os disquetes"
Burocracia do governo tinha muitas repartições públicas que ainda usavam o arcaico dispositivo de gravação
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Cido Coelho
04/07/2024, 16:15 • Atualizado em 04/07/2024, 17:07
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Governo japonês entrou em ação para acabar com as tecnologias defasadas de seus órgãos públicos. O disquete entrou na mira | Unsplash
O governo japonês celebra um feito que pode deixar muita gente perplexa. O ministro de Assuntos Digitais do Japão, Taro Kono, anunciou uma nova uma era no país: o fim do uso dos disquetes no serviço público.
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Neste tom, Kono, que foi nomeado para o cargo em 2022, colocou como a principal prioridade em sua pasta tirar o Japão da era analógica.
Um país conhecido mundo afora pela sua capacidade de produzir produtos de alta tecnologia ainda tem em seus escritórios governamentais tecnologias mais arcaicas para o trabalho, como o uso de registros em papel, máquinas de fax, máquinas de escrever e de carimbos pessoais de tinta "hanko" para assinatura.
Kono percebeu, durante o auge da pandemia da Covid-19 no país, a lentidão na burocracia devido aos processos arcaicos, e criou uma agência responsável por realizar a transformação digital dos serviços estatais.
Kono enfrenta os costumes para modernizar os serviços públicos do Japão e consegue vencer os disquetes | Unsplash/Gabinete do Primeiro Ministro do Japão/Montagem/Cido Coelho/SBT News
O ministro liderou uma campanha para substituir os disquetes e realizar a digitalização dos órgãos governamentais.
Em janeiro deste ano, o governo japonês pediu à população que pare de enviar seus dados em mídias como CDs e disquetes às repartições públicas. O processo de digitalização foi concluído em junho.
O país tem fortes questões de costumes, o que faz com que estes dispositivos sejam utilizados com bastante normalidade.
O disquete foi lançado em 1971 pela IBM
Os floppy disks, ou disquetes, tiveram seu auge de popularidade entre os anos 1980 e o início da década de 2000 | Unsplash
Os primeiros disquetes, ou floppy disks, foram lançados em 1971 pela empresa norte-americana de tecnologia IBM. Doze anos depois, a japonesa Sony, em 1983, aprimorou a mídia e lançou a versão de 3,5 polegadas.
Os disquetes tiveram seu auge de popularidade entre os anos 1980 e o início da década de 2000.
Para se ter uma ideia, um disquete armazenava em média apenas 1,44 MB, o que nos dias atuais mal dá para armazenar uma foto de smartphone em alta qualidade HD, muito menos um vídeo com resolução baixa.
A Sony parou de fabricar esta mídia no Japão em 2011.
Após dois anos, Japão "vence a guerra contra os disquetes"Burocracia do governo tinha muitas repartições públicas que ainda usavam o arcaico dispositivo de gravação
Tecnologia2024-07-04T16:15:55.124ZO governo japonês celebra um feito que pode deixar muita gente perplexa. O ministro de Assuntos Digitais do Japão, Taro Kono, anunciou uma nova uma era no país: o fim do uso dos disquetes no serviço público. “Vencemos a guerra dos disquetes em 28 de junho!” Neste tom, Kono, que foi nomeado para o cargo em 2022, colocou como a principal prioridade em sua pasta tirar o Japão da era analógica. Um país conhecido mundo afora pela sua capacidade de produzir produtos de alta tecnologia ainda tem em seus escritórios governamentais tecnologias mais arcaicas para o trabalho, como o uso de registros em papel, máquinas de fax, máquinas de escrever e de carimbos pessoais de tinta "hanko" para assinatura. Kono percebeu, durante o auge da pandemia da Covid-19 no país, a lentidão na burocracia devido aos processos arcaicos, e criou uma agência responsável por realizar a transformação digital dos serviços estatais. O ministro liderou uma campanha para substituir os disquetes e realizar a digitalização dos órgãos governamentais. Em janeiro deste ano, o governo japonês pediu à população que pare de enviar seus dados em mídias como CDs e disquetes às repartições públicas. O processo de digitalização foi concluído em junho. O país tem fortes questões de costumes, o que faz com que estes dispositivos sejam utilizados com bastante normalidade. O disquete foi lançado em 1971 pela IBM Os primeiros disquetes, ou floppy disks, foram lançados em 1971 pela empresa norte-americana de tecnologia IBM. Doze anos depois, a japonesa Sony, em 1983, aprimorou a mídia e lançou a versão de 3,5 polegadas. Os disquetes tiveram seu auge de popularidade entre os anos 1980 e o início da década de 2000. Para se ter uma ideia, um disquete armazenava em média apenas 1,44 MB, o que nos dias atuais mal dá para armazenar uma foto de smartphone em alta qualidade HD, muito menos um vídeo com resolução baixa. A Sony parou de fabricar esta mídia no Japão em 2011. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/tecnologia/apos-dois-anos-japao-vence-a-guerra-contra-os-disquetes