Operação mira furto de petróleo da Transpetro dentro de fazenda da família Garcia no RJ
Prejuízo estimado ultrapassa R$ 5,8 milhões; área pertence a Shanna e Tamara Garcia, herdeiras do bicheiro Maninho, e estava arrendada


Emanuelle Menezes
com informações do SBT Rio
Uma ação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (22) mira o furto de petróleo da Transpetro dentro de uma fazenda da família Garcia, em Guapimirim, na Baixada Fluminense. Batizada de Operação Haras do Crime, ela investiga uma organização criminosa suspeita de perfurar clandestinamente dutos da estatal e comercializar petróleo em larga escala.
Segundo as investigações, o crime ocorria no interior de um haras pertencente às gêmeas Shanna e Tamara Garcia, filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, ex-patrono do Salgueiro e figura historicamente ligada à contravenção no Rio.
O imóvel, no entanto, estava arrendado, e não há mandados de prisão ou busca contra integrantes da família Garcia nesta fase da operação. A polícia afirma que ainda não encontrou provas de que os proprietários soubessem dos desvios ocorridos no terreno.
O esquema veio à tona após um flagrante em junho de 2024, quando policiais encontraram caminhões-tanque carregados com petróleo bruto dentro da propriedade rural, além de uma ligação clandestina instalada diretamente em um duto da Transpetro. De acordo com a estatal, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 5,8 milhões, considerando o volume furtado e os danos operacionais.
Entre os principais suspeitos estão os atuais arrendatários do imóvel, apontados como responsáveis por permitir a entrada de pessoas e veículos e viabilizar a perfuração do oleoduto. As apurações indicam que a quadrilha atuava de forma estruturada e interestadual, com divisão de tarefas.
"Havia um núcleo responsável pela logística da operação, a liderança que planejava essa extração; um núcleo responsável pela extração e transporte deste petróleo até o seu destino; um núcleo responsável pela receptação, que eram empresas localizadas em diversos estados do Brasil; e ainda havia um núcleo de segurança armada, para evitar fiscalizações dentro desta propriedade", disse o delegado Pedro Brasil.
Nesta quinta-feira, a Justiça expediu 13 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão, cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. Parte dos alvos já havia sido investigada anteriormente pelo mesmo tipo de crime, segundo o Ministério Público. Até o momento, sete suspeitos foram presos.









