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Trump lança 'Conselho da Paz' em Davos: "Todos querem fazer parte"

Cerimônia aconteceu durante o Fórum Econômico Mundial com autoridades, mas sem a presença de aliados europeus dos EUA

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou nesta quinta-feira (22), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, a criação do Conselho da Paz, organismo internacional elaborado por ele com foco na reconstrução da Faixa de Gaza.

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Em cerimônia com a presença de líderes mundiais, mas com a notável ausência de chefes de Estado europeus, principais aliados dos Estados Unidos, Trump reforçou o compromisso de garantir que Gaza fosse desmilitarizada e "reconstruída de forma magnífica".

O presidente também falou sobre as conquistas militares dos Estados Unidos no último ano, mencionando os ataques contra membros do Estado Islâmico na Síria e Nigéria, a missão militar no Irã e a invasão na Venezuela, que acabou com o ditador Nicolás Maduro capturado e preso.

Segundo Trump, o mundo estava "uma bagunça" no ano passado e muita coisa foi resolvida devido aos investimentos feitos por ele nas Forças Armadas dos EUA durante o seu primeiro mandato.

Ao mencionar o Conselho da Paz, Trump afirmou que "todos querem fazer parte" e que o organismo tem a chance de ser um dos "mais relevantes já criados". O republicano afirmou ainda que é uma honra servir como o primeiro presidente da iniciativa.

"Assim que este conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas", disse Trump, acrescentando que a ONU tem um grande potencial que não foi totalmente aproveitado.

Segundo o rascunho do estatuto, obtido pela Reuters, os países-membros terão mandatos de até três anos, com possibilidade de permanência mediante o pagamento de US$ 1 bilhão para financiar as atividades do conselho. A Casa Branca indicou como integrantes do Conselho Executivo fundador o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o ex-premiê britânico Tony Blair, além de Jared Kushner.

Cerca de 60 lideranças foram convidadas a integrar o conselho, desses, ao menos já confirmaram adesão, entre eles Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Catar, Jordânia, além de membros da OTAN como Turquia e Hungria. Rússia e China foram convidadas, mas ainda não confirmaram participação. No Brasil, o convite está sob análise do governo e do Itamaraty.

Ao fim da cerimônia, os líderes presentes, cerca de 20, se sentaram ao lado de Trump para assinar o documento de criação do Conselho da Paz. São eles:

  • O presidente da Argentina, Javier Milei
  • O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Vovayi Pashinyan
  • O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev
  • O primeiro-ministro da Bulgária
  • O primeiro-ministro da Hungria
  • O presidente da Indonésia
  • O primeiro-ministro Jordânia
  • O presidente Cazaquistão
  • O primeiro-ministro do Cosovo
  • O presidente do Paquistão
  • O presidente do Paraguai
  • O primeiro-ministro do Catar
  • O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita
  • O ministro das Relações Exteriores da Turquia
  • O presidente Executivo de Relações Exteriores dos Emirados Árabes
  • O presidente do Uzbequistão
  • O primeiro-ministro da Mongólia

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