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'Conselho da Paz' de Trump será lançado nesta quinta em Davos

Cerca de 60 países, entre aliados e rivais dos EUA, receberam convite para integrar o novo organismo internacional criado pelo presidente norte-americano

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Donald Trump em Davos | Divulgação/Casa Branca
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá oficializar nesta quinta-feira (22), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, a criação do Conselho da Paz, organismo internacional elaborado por ele com a intenção de mediar conflitos e promover a estabilidade global.

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A iniciativa foi apresentada em setembro de 2025 com foco na reconstrução da Faixa de Gaza, mas teve seu escopo ampliado posteriormente para abranger outros conflitos internacionais. Cerca de 60 lideranças foram convidadas a integrar o conselho, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Trump assumirá a presidência inicial do órgão.

Segundo o rascunho do estatuto, obtido pela Reuters, os países-membros terão mandatos de até três anos, com possibilidade de permanência mediante o pagamento de US$ 1 bilhão para financiar as atividades do conselho. A Casa Branca indicou como integrantes do Conselho Executivo fundador o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o ex-premiê britânico Tony Blair, além de Jared Kushner.

Ao menos 35 países já confirmaram adesão, entre eles Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Catar, Jordânia, além de membros da OTAN como Turquia e Hungria. Rússia e China foram convidadas, mas ainda não confirmaram participação. No Brasil, o convite está sob análise do governo e do Itamaraty.

Aliados tradicionais dos EUA demonstraram resistência. Noruega e Suécia recusaram o convite, enquanto a França também sinalizou rejeição, o que levou Trump a ameaçar tarifas de até 200% sobre vinhos e champanhes franceses. Canadá, Reino Unido, Alemanha e Japão ainda não anunciaram posição definitiva.

A Ucrânia afirmou que avalia a proposta, mas o presidente Volodymyr Zelensky declarou ser difícil integrar um conselho que inclua a Rússia. O Vaticano informou que o papa Leão também analisa o convite.

Em novembro, o Conselho de Segurança da ONU autorizou a atuação do Conselho da Paz em Gaza até 2027, reconhecendo o órgão como administração transitória para coordenar a reconstrução do território e permitir o envio de uma força internacional temporária. Fora de Gaza, porém, ainda não estão claros os poderes legais e os mecanismos de atuação do novo conselho, que deverá prestar contas à ONU a cada seis meses.

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