Trump ameaça taxar vinhos franceses caso Macron negue convite para Conselho da Paz
Fontes próximas a Macron afirmaram que a França pretende recusar o convite para integrar a iniciativa neste momento; presidente dos EUA fala em tarifa de 200%



SBT News
com informações da Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira (20) impor uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, após ser informado de que o presidente da França, Emmanuel Macron, irá recusar o convite para participar do Conselho da Paz em Gaza, criado pelo norte-americano.
Questionado por um repórter sobre Macron ter afirmado que não participará do conselho, Trump respondeu: “Ele disse isso? Bem, ninguém o quer porque ele estará fora do cargo muito em breve”.
“Vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele, e ele vai aderir, mas ele não é obrigado a aderir”, completou.
Emmanuel Macron foi convidado na qualidade de presidente da República. Além dele, outros líderes globais também foram convidados a integrar a iniciativa, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente russo, Vladimir Putin; o presidente da Argentina, Javier Milei; o rei da Jordânia, Abdullah II; o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan; além dos primeiros-ministros do Canadá, Mark Carney, e da Itália, Giorgia Meloni.
A França, no entanto, pretende recusar o convite para integrar a iniciativa neste momento, afirmou na segunda-feira (19) uma fonte próxima a Macron.
O objetivo do conselho, segundo Trump, é supervisionar temporariamente a administração de Gaza e auxiliar na reconstrução do enclave, que ficou devastado após dois anos de ataques militares de Israel. O convite enviado pelos Estados Unidos, no entanto, descreve um papel mais amplo para o órgão. Esse ponto, segundo o Ministério das Relações Exteriores da França, seria um dos motivos para o país ainda estar examinando o texto.
“Em conjunto com nossos parceiros próximos, estamos examinando as disposições do texto proposto como base para este novo órgão, cujo escopo vai além da situação em Gaza”, afirmou a pasta na tarde de ontem.









