Israel diz que “perseguirá” o próximo líder supremo do Irã
Advertência também se estende a qualquer pessoa envolvida na escolha; mensagem foi publicada antes da definição do novo líder supremo Mojtaba Khamenei


SBT News
As Forças de Defesa de Israel (IDF) de Israel afirmaram neste domingo (8) que continuarão a perseguir qualquer sucessor do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque conjunto com os Estados Unidos em 28 de fevereiro. A advertência também se estende a integrantes do órgão responsável por escolher o novo chefe da República Islâmica.
A declaração foi publicada na conta em persa das IDF na rede social X. Na mensagem, os militares dizem que o Irã tenta reorganizar sua liderança após a morte de Khamenei e alertam que Israel acompanhará de perto o processo de sucessão.
“Após neutralizar o tirano Khamenei, o regime terrorista do Irã está tentando se reconstruir e eleger um novo líder”, afirmou o Exército israelense na publicação.
“Queremos deixar claro que o Estado de Israel continuará a perseguir qualquer sucessor e qualquer pessoa que busque nomear um sucessor.”, diz o texto. “Alertamos a todos que planejam comparecer à reunião de seleção de sucessores que não hesitaremos em também incluí-los em nosso processo”, complementa.
Novo líder
A mensagem foi divulgada antes da escolha do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, de 56 anos.
Mais tarde neste domingo, a Assembleia dos Especialistas, órgão clerical responsável por indicar o líder supremo, escolheu o clérigo Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei para assumir o cargo. A decisão foi tomada em reunião reservada do grupo.
Composto por 88 clérigos, o colegiado é responsável por escolher e supervisionar o líder supremo iraniano quando o cargo fica vago. As reuniões sobre a sucessão teriam sido realizadas sob forte sigilo por causa da guerra em curso e de riscos de segurança.
O líder supremo é a autoridade máxima política e religiosa do Irã. O cargo concentra poder acima do presidente e do Parlamento, incluindo o comando das Forças Armadas, a definição da política externa e a nomeação de chefes do Judiciário e da mídia estatal.









