Saúde

Tarifaço: governo anuncia que irá priorizar compras nacionais de equipamentos para o SUS

Investimento de R$ 2,4 bilhões será direcionado a produtos nacionais, visando fortalecer a indústria diante do tarifaço

S
SBT News
04/08/2025, 18:46 • Atualizado em 04/08/2025, 18:46
compartilhar
Unidade de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) | Tomaz Silva/Agência Brasil

Unidade de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) | Tomaz Silva/Agência Brasil

O governo brasileiro, através do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), anunciou nesta segunda-feira (4) que vai investir R$ 2,4 bilhões nas compras de mais de 10 mil equipamentos de saúde para atendimento básico e cirurgias, aplicando margens de preferência aos produtos feitos no Brasil e com tecnologia nacional. A decisão veio em meio às preocupações com os impactos do tarifaço sobre a indústria.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Segundo a pasta, isso significa que os equipamentos brasileiros poderão ser adquiridos mesmo que seus preços sejam entre 10% e 20% superiores aos similares importados. As compras para o SUS serão feitas pelo Ministério da Saúde, via edital, no âmbito do PAC-Saúde.

“O governo do presidente Lula seguirá mobilizando todos os instrumentos para defender a economia brasileira, como é o caso das compras públicas, que têm um papel importante para fortalecer o setor de dispositivos médicos”, afirma o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

A margem de preferência, previstas no decreto nº 11.889/2024 e respaldada pelo Art. 26 da Lei nº 14.133/2021, confere tratamento diferenciado a bens manufaturados e serviços desenvolvidos no Brasil, desde que observados os critérios de nacionalidade definidos pela CIIAPAC.

“O momento atual reforça a importância de fortalecer as nossas empresas e a nossa indústria para maior soberania e segurança para a nossa saúde. Esta é também uma oportunidade de uma mobilização ainda maior. Investir no Complexo-Econômico Industrial da Saúde é uma estratégia essencial para proteger empregos e vida. No Ministério da Saúde, seguiremos comprometidos com a defesa da saúde, com o estímulo à produção no Brasil e com o cuidado da nossa população”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Atualmente, o Brasil produz em torno de 45% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outros insumos e tecnologias em saúde. A meta da NIB é elevar a produção a 50% até 2026 e a 70% até 2033.

“Absolutamente todos os países com políticas industriais têm interesse em ter a garantia de compras públicas, que trazem previsibilidade em um espaço temporal extremamente razoável, que essencial para estimular o investimento produtivo do setor privado”, explica o secretário do MDIC, Uallace Moreira.

Compras para o SUS

A primeira concorrência começa já nesta semana e a lista dos equipamentos foi publicada na última quinta-feira (31), no Diário Oficial da União, em Resolução aprovada pela Comissão Interministerial de Inovações e Aquisições do Novo PAC (CIIA-PAC).

A resolução lista 17 produtos para atendimento básico e 11 usados em cirurgias e procedimentos oftalmológicos.

No caso da atenção especializada, estão listados aparelho de anestesia, mesa cirúrgica elétrica radiotransparente, ultrassom portátil, microscópio cirúrgico oftalmológico, laser para oftalmologia e sistema de videoendoscopia rígida.

Para a atenção primária, as compras são de itens como câmara fria para conservação de vacinas, retinógrafo digital, eletrocautério (bisturi elétrico), desfibrilador externo automático, doppler vascular, laser terapêutico de baixa potênci,; ultrassom para fisioterapia e balança digital portátil.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Valdemar encurta viagem para tratar de crise Flávio-Michelle

Valdemar encurta viagem para tratar de crise Flávio-Michelle

Imagem da notícia: Venezuela: mortos chegam a 920; 50 mil estão desaparecidos

Venezuela: mortos chegam a 920; 50 mil estão desaparecidos

Imagem da notícia: Avião da FAB chega à Venezuela na noite desta sexta-feira

Avião da FAB chega à Venezuela na noite desta sexta-feira

Imagem da notícia: Brasil tem déficit externo de US$ 3,2 bi em maio

Brasil tem déficit externo de US$ 3,2 bi em maio

Imagem da notícia: Valdemar encurta viagem para tratar de crise Flávio-Michelle

Valdemar encurta viagem para tratar de crise Flávio-Michelle

Imagem da notícia: Venezuela: mortos chegam a 920; 50 mil estão desaparecidos

Venezuela: mortos chegam a 920; 50 mil estão desaparecidos

Imagem da notícia: Avião da FAB chega à Venezuela na noite desta sexta-feira

Avião da FAB chega à Venezuela na noite desta sexta-feira

Imagem da notícia: Brasil tem déficit externo de US$ 3,2 bi em maio

Brasil tem déficit externo de US$ 3,2 bi em maio

Últimas notícias

Noruega x França na Copa do Mundo: siga em tempo real

Haaland e Mbappé protagonizam o principal confronto desta sexta-feira, pela última rodada do Grupo I da Copa do Mundo de 2026

Egito x Irã: entenda o 'Jogo do Orgulho' da Copa

Partida em Seattle coincide com o fim de semana da Parada LGBTQIAPN+; homossexualidade é criminalizada nos dois países

Campanha de Flávio vê saldo positivo em vídeo de Michelle

Monitoramento feito com base bolsonarista pela pré-campanha de Flávio indicou saldo positivo para o senador. Vídeo de Michelle é apontado como “traição”

Lula diz que enviará Múcio à Venezuela na próxima semana

Presidente pediu um minuto de silêncio por mortos e feridos durante cerimônia da Marinha em Santa Catarina e disse que país precisa investir mais em defesa

Venezuela: brasileiros mortos seguem sem identificação

Segundo voo brasileiro, com suprimentos e equipes, decolará nos próximos dias, diz embaixadora

Trump diz que Irã atacou navios e violou cessar-fogo

Nesta quinta-feira (25) a ONU já havia suspendido o resgate de marinheiros após ataque no Estreito de Ormuz