Semaglutida pode reduzir risco de demência em pessoas com diabetes tipo 2, mostra estudo
Pesquisa aponta que usuários de medicamentos como Ozempic e Wegogvy tiveram menos propensão ao desenvolvimento de Alzheimer
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Wagner Lauria Jr.
26/06/2025, 18:03 • Atualizado em 26/06/2025, 18:03
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Semaglutida pode reduzir risco de Alzheimer, diz estudo | Freepik
O uso da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsous,pode reduzir significativamente o risco de demência em pacientes com diabetes tipo 2. É o que aponta um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos.
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O estudo descobriu que os medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 têm uma ação neuroprotetora. Apesar disso, seu uso deve ser feito apenas sob prescrição e acompanhamento médico, uma vez que pode trazer efeitos colaterais (saiba mais abaixo).
A pesquisa utilizou um modelo estatístico que simula um ensaio clínicoe analisou prontuários eletrônicos de mais de 1,5 milhão de pacientes com diabetes tipo 2 nos Estados Unidos.
As pessoas que utilizaram a semaglutida apresentaram menor propensão ao desenvolvimento de Alzheimer e outras formas de demência, quando comparadas a pacientes que tomavam outros medicamentos para o controle da glicemia.
Embora a demência esteja fortemente associada ao envelhecimento, fatores como doenças crônicas, entre elas o diabetes, também elevam o risco de deterioração cognitiva.
A hipótese dos pesquisadores é que, ao controlar com mais eficácia os níveis de açúcar no sangue e reduzir inflamações associadas ao processo neurodegenerativo, a semaglutida possa oferecer um efeito colateral positivo: a proteção do cérebro.
“Esse achado se soma a uma crescente evidência de que os análogos de GLP-1 podem ir além do controle metabólico, agindo de forma preventiva sobre a saúde neurológica”, destaca o estudo.
Além da melhora no metabolismo, acredita-se que esses medicamentos possam atuar diretamente no sistema nervoso central, mitigando processos inflamatórios que contribuem para o avanço do Alzheimer.
Hoje, estima-se que cerca de 2 milhões de brasileiros vivam com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer responsável por aproximadamente 70% desses casos. Paralelamente, cerca de20 milhões de pessoas convivem com o diabetes no brasil.
Principais efeitos colaterais e riscos do uso de semaglutida
Assim como outras drogas, os medicamentos que têm como princípio ativo a semaglutida podem trazer riscos para a saúde quando usados incorretamente. É o que alertam os dois especialistas ouvidos pelo SBT News.
De acordo com o endocrinologista do Albert Einstein Paulo Rosenbaun, o uso prolongado pode trazer efeitos colaterais significativos, daí a necessidade de acompanhamento especializado. "Os indivíduos mais idosos, por exemplo, podem apresentar osteoporose associada à perda de peso", diz. Na maior parte dos casos, os efeitos colaterais estão ligados ao trato intestinal.
O médico afirma, porém, que o uso não deve ser descontinuado em caso de efeitos colaterais. Cabe ao especialista apresentar soluções e alternativas no decorrer do tratamento.
Segundo Fabio Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), esses medicamentos foram feitos para terem uma utilização prolongada – mas isso reforça a necessidade de indicação e acompanhamento médicos adequados.
Efeitos adversos mais frequentes
Obstipação (dificuldade crônica de evacuar);
Diarreia;
Náusea.
Contraindicações para pessoas que têm:
Pancreatite;
Cálculo de vesícula biliar;
Anemia;
Problemas de tireoide;
Ou aqueles querem perder apenas alguns quilos – mas não têm obesidade ou sobrepeso com riscos à saúde.
Semaglutida pode reduzir risco de demência em pessoas com diabetes tipo 2, mostra estudoPesquisa aponta que usuários de medicamentos como Ozempic e Wegogvy tiveram menos propensão ao desenvolvimento de Alzheimer Saúde2025-06-26T18:03:36.293ZO uso da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsous, pode reduzir significativamente o risco de demência em pacientes com diabetes tipo 2. É o que aponta um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos. O estudo descobriu que os medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 têm uma ação neuroprotetora. Apesar disso, seu uso deve ser feito apenas sob prescrição e acompanhamento médico, uma vez que pode trazer efeitos colaterais (saiba mais abaixo). Como foi feito o estudo? A pesquisa utilizou um modelo estatístico que simula um ensaio clínico e analisou prontuários eletrônicos de mais de 1,5 milhão de pacientes com diabetes tipo 2 nos Estados Unidos. As pessoas que utilizaram a semaglutida apresentaram menor propensão ao desenvolvimento de Alzheimer e outras formas de demência, quando comparadas a pacientes que tomavam outros medicamentos para o controle da glicemia. Embora a demência esteja fortemente associada ao envelhecimento, fatores como doenças crônicas, entre elas o diabetes, também elevam o risco de deterioração cognitiva. A hipótese dos pesquisadores é que, ao controlar com mais eficácia os níveis de açúcar no sangue e reduzir inflamações associadas ao processo neurodegenerativo, a semaglutida possa oferecer um efeito colateral positivo: a proteção do cérebro. “Esse achado se soma a uma crescente evidência de que os análogos de GLP-1 podem ir além do controle metabólico, agindo de forma preventiva sobre a saúde neurológica”, destaca o estudo. Além da melhora no metabolismo, acredita-se que esses medicamentos possam atuar diretamente no sistema nervoso central, mitigando processos inflamatórios que contribuem para o avanço do Alzheimer. Hoje, estima-se que cerca de 2 milhões de brasileiros vivam com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer responsável por aproximadamente 70% desses casos. Paralelamente, cerca de Principais efeitos colaterais e riscos do uso de semaglutida Assim como outras drogas, os medicamentos que têm como princípio ativo a semaglutida podem trazer riscos para a saúde quando usados incorretamente. É o que alertam os dois especialistas ouvidos pelo SBT News. De acordo com o endocrinologista do Albert Einstein Paulo Rosenbaun, o uso prolongado pode trazer efeitos colaterais significativos, daí a necessidade de acompanhamento especializado. "Os indivíduos mais idosos, por exemplo, podem apresentar osteoporose associada à perda de peso", diz. Na maior parte dos casos, os efeitos colaterais estão ligados ao trato intestinal. O médico afirma, porém, que o uso não deve ser descontinuado em caso de efeitos colaterais. Cabe ao especialista apresentar soluções e alternativas no decorrer do tratamento. Segundo Fabio Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), esses medicamentos foram feitos para terem uma utilização prolongada – mas isso reforça a necessidade de indicação e acompanhamento médicos adequados. Efeitos adversos mais frequentes Contraindicações para pessoas que têm: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/semaglutida-pode-reduzir-risco-de-demencia-em-pessoas-com-diabetes-tipo-2-mostra-estudo