Governo lança rede de hospitais inteligentes e promete modernização do SUS
Projeto prevê integração de dados, uso de inteligência digital e ampliação do acesso a serviços de saúde em todo o país


Caio Aquino
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram nesta quarta-feira (7) no Palácio do Planalto a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), projeto que busca modernizar o atendimento público com uso de tecnologia avançada e inteligência artificial.
Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa inclui a criação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inteligentes, interligadas por tecnologia digital e conexão de dados, que permitirão monitoramento mais preciso de pacientes e apoio a decisões clínicas em tempo real.
O programa prevê também a construção do primeiro hospital inteligente do Brasil, que será instalado em São Paulo como parte da nova rede de serviços. A expectativa é que os primeiros componentes da rede entrem em operação a partir de 2026, com foco na aceleração do atendimento em emergências e na integração entre unidades médicas.
"Os hospitais inteligentes usam da mais alta tecnologia e inteligência artificial, usando uma rede que permite fazer procedimentos a distância e para acelerar diagnostico", afirmou Padilha.
O plano faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”, voltado à expansão e qualificação da assistência especializada no SUS, e conta com cooperação internacional para viabilizar o financiamento e a implantação das estruturas mais tecnológicas.
Padilha destacou, durante o anúncio, que os hospitais inteligentes e os serviços com tecnologias de informação e comunicação têm potencial para integrar atendimentos à distância, acelerar diagnósticos por meio de inteligência artificial e reduzir o tempo de espera por atendimento emergencial.
A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, vinculado ao bloco dos BRICS, Dilma Rousseff, presente no evento, classificou o programa como um marco histórico para o Brasil e para a cooperação internacional no setor de saúde, ressaltando a importância das parcerias tecnológicas e financeiras para a implantação da rede.
O governo federal diz que a nova rede vai reforçar a capacidade do SUS de oferecer atendimento médico mais rápido, integrado e com tecnologia de ponta em todo o país.







