Saúde

'Grande vitória para o Brasil': Padilha fala ao SBT News sobre vacina contra a dengue

Imunizante é o primeiro desenvolvido 100% no país e o único no mundo que protege contra a doença que será aplicado em dose única

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ao SBT News que a vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, a Butantan-DV, é uma "grande vitória" para o Brasil e para o Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante é o primeiro desenvolvido 100% no país e o único no mundo que protege contra a doença que será aplicado em dose única.

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"Essa vacina é uma grande vitória para o Brasil, para o SUS. Dados da Anvisa mostram que a vacina protege contra os quatro sorotipos. Nos estudos clínicos, mais de 70% não tiveram sintomas e mais de 90% não tiveram sintomas graves. Ninguém precisou de internação", afirmou Padilha ao Radar News nesta sexta-feira (2).

Segundo Padilha, o Instituto Butantan já entregou cerca de 300 mil doses ao Ministério da Saúde e promete entregar mais de um milhão até o final de janeiro. Quando o volume de doses chegar a esse patamar, o Brasil dará início à campanha de vacinação, começando pelos profissionais de saúde que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), cerca de um milhão de pessoas.

O Butantan fez uma parceria com a empresa chinesa WuXi Vaccines, que, de acordo com Padilha, pode produzir 30 vezes mais do que o instituto brasileiro. À medida em que a Wuxi começar a trabalhar na produção da Butantan-DV, o Ministério da Saúde estenderá o programa de vacinação para o público geral, começando pelos mais velhos.

Padilha informou ainda que o Ministério da Saúde comprou "quase toda" a produção de uma outra vacina contra a dengue, esta internacional, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), deve ser aplicada sobretudo no público mais jovem. No SUS, a recomendação deste imunizante valerá para crianças e adolescentes entre 10 e 16 anos.

Em 2025, o Brasil registrou redução de 75% nos casos de dengue, em comparação com 2024. Ainda assim, de acordo com Padilha, a doença segue como um "problema grave de saúde pública", especialmente em determinadas localidades. No ano passado, o estado de São Paulo, por exemplo, concentrou mais de 70% dos casos de dengue e mortes causadas pela doença no Brasil.

Batalha contra o negacionismo

Ainda na entrevista, Padilha mencionou que o Ministério da Saúde ainda trava uma batalha contra o "negacionismo". Ele ressaltou que o fenômeno não foi exclusivo do Brasil, tendo ocorrido também em países como os Estados Unidos, que, em 2025, registraram uma explosão de casos de sarampo.

Em 2025, os EUA atingiram nível recorde de casos de sarampo desde que a doença foi erradicada no país, há 25 anos. Até 30 de dezembro, foram confirmados 2.065 casos, 89% dos quais não foram vacinados ou tinham situação vacinal desconhecida, de acordo com o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). Em 2024, o número de casos foi de 285.

Padilha relembrou que, em dezembro de 2025, uma pessoa infectada com sarampo chegou em São Paulo, vinda de Nova York, e que o Brasil só não enfrentou um surto da doença por conta da alta taxa de vacinação, impulsionada pelas ações e campanhas do SUS. Estima-se que uma pessoa infectada com sarampo pode infectar 9 em cada 10 de seus contatos próximos, se esses contatos não estiverem vacinados.

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