Saúde

Edu Guedes recebe alta 10 dias antes do previsto após cirurgia no pâncreas

Notícia foi compartilhada por Ana Hickmann; apresentador foi submetido a uma pancreatectomia depois de descobrir um tumor na região

W
Wagner Lauria Jr.
Edu Guedes tem alta hospitalar após cirurgia | Reprodução/Instagram

Edu Guedes tem alta hospitalar após cirurgia | Reprodução/Instagram

O apresentador Edu Guedes recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (11), dez dias antes do previsto pelos médicos. A notícia foi compartilhada por sua companheira, a também apresentadora Ana Hickmann, nas redes sociais.

"Hoje é um dia muito especial pra nossa família!", escreveu Ana.
SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Ela agradeceu ao médico Marcelo Bruno Rezende, responsável pelo tratamento, e celebrou a recuperação acelerada do parceiro. Segundo Ana, o retorno de Edu foi recebido com um almoço surpresa preparado por ela.

“A recuperação dele está sendo maravilhosa. Muito obrigada a todos que rezaram por ele. Está dando certo!!!!”, comemorou Ana.

A rápida evolução clínica surpreendeu positivamente a equipe responsável e os fãs do apresentador, que agora segue o tratamento em casa.

Diagnóstico veio após uma crise renal

O diagnóstico aconteceu após uma crise renal. Enquanto tratava a condição causada por cálculos, os exames de imagem revelaram não apenas a pedra de 1,6 cm que precisou ser retirada, mas também o tumor pancreático. Outros cálculos renais foram identificados durante os exames médicos.

Segundo o apresentador, foi justamente esse episódio inicial de cálculo renal, somado à investigação médica, que acabou salvando sua vida.

“As pedras, que pareciam ser a pior coisa do mundo, salvaram a minha vida”, disse o apresentador em vídeo publicado nas redes sociais.

O que é a cirurgia realizada pelo apresentador?

A pancreatectomia corpo-caudal com esplenectomia é indicada quando o tumor está restrito à parte final do pâncreas, chamada corpo e cauda, e ainda não atingiu vasos sanguíneos ou órgãos próximos. Por causa da proximidade e da função compartilhada entre o pâncreas e o baço, ambos são retirados para evitar riscos de disseminação da doença.

Segundo Murillo Utrini, cirurgião geral e do aparelho digestivo e professor-assistente no Hospital das Clínicas da Unicamp, a esplenectomia (retirada do baço) pode ou não ser necessária, a depender do tipo da doença.

"O pâncreas é tradicionalmente dividido em 3 partes, cabeça, corpo e cauda pancreáticos, separados pela veia que vai para o fígado (veia porta). À parte do pâncreas à esquerda dessa veia chamamos de corpo e cauda pancreática", explica.

A cirurgia pode ser realizada por via aberta ou robótica, com duração média de três a seis horas, que foi o caso de Guedes. Após o procedimento, o paciente é monitorado na UTI e passa por uma série de cuidados no pós-operatório, especialmente por causa da retirada do baço, órgão importante para a imunidade (saiba mais detalhes abaixo).

Quando o tumor é retirado, o paciente está curado?

Apesar de a cirurgia ser essencial, é preciso ter cautela ao falar em cura. Segundo Murillo, o tratamento pode incluir quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio da doença.

Além disso, após a retirada do tumor, o paciente pode precisar de suporte com enzimas digestivas e monitoramento da glicose, já que o pâncreas também produz insulina.

No caso da retirada do baço, pode ser indicada a aplicação de algumas vacinas específicas, como pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae tipo b (Hib), além de ser necessário adotar uma alimentação sem alimentos ricos em açúcar e gordura.

Últimas notícias