Edu Guedes retirou cauda do pâncreas e baço em cirurgia; entenda procedimento
Operação é indicada quando tumor é encontrado na parte final do pâncreas, a fim de evitar que a doença se espalhe
W
Wagner Lauria Jr.
10/07/2025, 19:15 • Atualizado em 10/07/2025, 19:55
compartilhar
Apresentador e chef de cozinha fala pela primeira vez após cirurgia | Reprodução/Instagram
O apresentador Edu Guedes faloupela primeira vez nesta quarta-feira (9) após ser submetido a uma pancreatectomia corpo-caudal para retirada de um tumor de 2 centímetros no pâncreas.O procedimento também incluiu a remoção do baço (esplenectomia).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O diagnóstico aconteceu após uma crise renal. Enquanto tratava a condição causada por cálculos, os exames de imagem revelaram não apenas a pedra de 1,6 cm que precisou ser retirada, mas também o tumor pancreático. Outros cálculos renais também foram identificados durante os exames médicos.
Segundo o apresentador, foi justamente esse episódio inicial de cálculo renal, somado à investigação médica, que acabou salvando sua vida.
“As pedras, que pareciam ser a pior coisa do mundo, salvaram a minha vida”, disse o apresentador em vídeo publicado nas redes sociais.
O que é a cirurgia realizada?
A pancreatectomia corpo-caudal com esplenectomia é indicada quando o tumor está restrito à parte final do pâncreas, chamada corpo e cauda, e ainda não atingiu vasos sanguíneos ou órgãos próximos. Por causa da proximidade e da função compartilhada entre o pâncreas e o baço, ambos são retirados para evitar riscos de disseminação da doença.
Segundo Murillo Utrini, cirurgião geral e do aparelho digestivo e professor assistente no Hospital das Clínicas da Unicamp, a esplenectomia (retirada do baço) pode ou não ser necessária, a depender do tipo da doença.
"O pâncreas é tradicionalmente dividido em 3 partes, cabeça, corpo e cauda pancreáticos, separados pela veia que vai para o fígado (veia porta). À parte do pâncreas à esquerda dessa veia chamamos de corpo e cauda pancreática", explica.
A cirurgia pode ser realizada por via aberta ou robótica, com duração média de três a seis horas, que foi o caso de Guedes. Após o procedimento, o paciente é monitorado na UTI e passa por uma série de cuidados no pós-operatório, especialmente por causa da retirada do baço, órgão importante para a imunidade (saiba mais detalhes abaixo).
Quando tumor é retirado o paciente está curado?
Apesar de a cirurgia ser essencial, é preciso ter cautela ao falar em cura. Segundo Murillo, o tratamento pode incluir quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio da doença.
Além disso, após a retirada do tumor, o paciente pode precisar de suporte com enzimas digestivas e monitoramento da glicose, já que o pâncreas também produz insulina.
No caso da retirada do baço, pode ser indicada a aplicação de algumas vacinas específicas, como pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae tipo b (Hib), além de ser necessário adotar uma alimentação sem alimentos ricos em açúcar e gordura.
Câncer de pâncreas: quais são os sinais de atenção?
O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos, em parte devido ao diagnóstico tardio. Em muitos casos, segundo Murillo, os sintomas são inespecíficos.
"Geralmente, o que pode chamar a atenção é a icterícia (olhos amarelados) ou dor epigástrica (abdômen acima do umbigo) a depender de qual região do pâncreas foi acometida", aponta.
Segundo Murillo, frequentemente o tumor é descoberto de forma incidental, como ocorreu com Edu Guedes.
"Apesar de os tumores pancreáticos não serem muito frequentes, o quarto mais frequente do aparelho digestivo, frequentemente os 'descobrimos' em exames voltados para outro objetivo", aponta.
Edu Guedes retirou cauda do pâncreas e baço em cirurgia; entenda procedimentoOperação é indicada quando tumor é encontrado na parte final do pâncreas, a fim de evitar que a doença se espalheSaúde2025-07-10T19:15:14.626ZOnesta quarta-feira (9) após ser submetido a uma pancreatectomia corpo-caudal para retirada de um tumor de 2 centímetros no pâncreas. O procedimento também incluiu a remoção do baço (esplenectomia). O diagnóstico aconteceu após uma crise renal. Enquanto tratava a condição causada por cálculos, os exames de imagem revelaram não apenas a pedra de 1,6 cm que precisou ser retirada, mas também o tumor pancreático. Outros cálculos renais também foram identificados durante os exames médicos. Segundo o apresentador, foi justamente esse episódio inicial de cálculo renal, somado à investigação médica, que acabou salvando sua vida. “As pedras, que pareciam ser a pior coisa do mundo, salvaram a minha vida”, disse o apresentador em vídeo publicado nas redes sociais. O que é a cirurgia realizada? A pancreatectomia corpo-caudal com esplenectomia é indicada quando o tumor está restrito à parte final do pâncreas, chamada corpo e cauda, e ainda não atingiu vasos sanguíneos ou órgãos próximos. Por causa da proximidade e da função compartilhada entre o pâncreas e o baço, ambos são retirados para evitar riscos de disseminação da doença. Segundo Murillo Utrini, cirurgião geral e do aparelho digestivo e professor assistente no Hospital das Clínicas da Unicamp, a esplenectomia (retirada do baço) pode ou não ser necessária, a depender do tipo da doença. "O pâncreas é tradicionalmente dividido em 3 partes, cabeça, corpo e cauda pancreáticos, separados pela veia que vai para o fígado (veia porta). À parte do pâncreas à esquerda dessa veia chamamos de corpo e cauda pancreática", explica. A cirurgia pode ser realizada por via aberta ou robótica, com duração média de três a seis horas, que foi o caso de Guedes. Após o procedimento, o paciente é monitorado na UTI e passa por uma série de cuidados no pós-operatório, especialmente por causa da retirada do baço, órgão importante para a imunidade (saiba mais detalhes abaixo). Quando tumor é retirado o paciente está curado? Apesar de a cirurgia ser essencial, é preciso ter cautela ao falar em cura. Segundo Murillo, o tratamento pode incluir quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio da doença. Além disso, após a retirada do tumor, o paciente pode precisar de suporte com enzimas digestivas e monitoramento da glicose, já que o pâncreas também produz insulina. No caso da retirada do baço, pode ser indicada a aplicação de algumas vacinas específicas, como pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae tipo b (Hib), além de ser necessário adotar uma alimentação sem alimentos ricos em açúcar e gordura. Câncer de pâncreas: quais são os sinais de atenção? O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos, em parte devido ao diagnóstico tardio. Em muitos casos, segundo Murillo, os sintomas são inespecíficos. "Geralmente, o que pode chamar a atenção é a icterícia (olhos amarelados) ou dor epigástrica (abdômen acima do umbigo) a depender de qual região do pâncreas foi acometida", aponta. Segundo Murillo, frequentemente o tumor é descoberto de forma incidental, como ocorreu com Edu Guedes. "Apesar de os tumores pancreáticos não serem muito frequentes, o quarto mais frequente do aparelho digestivo, frequentemente os 'descobrimos' em exames voltados para outro objetivo", aponta. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/edu-guedes-retirou-cauda-do-pancreas-e-baco-em-cirurgia-entenda-procedimento
China confirma morte após choque de aeronave em arranha-céu
Piloto do avião é a única vítima fatal, enquanto outras 13 pessoas que não estavam abordo ficaram feridas, confirmam autoridades chinesas neste sábado (27)
FAB prepara um novo voo para este sábado (27) com com envio de hospital de campanha; equipes de outros países também chegam ao país para apoiar os resgates