De melatonina a Zolpidem: entenda os riscos dos medicamentos para dormir
Remédios e suplementos podem causar sintomas variados, caso sejam tomados sem orientação médica. Entenda o que fazer em caso de insônia
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Wagner Lauria Jr.
23/04/2024, 20:04 • Atualizado em 23/04/2024, 20:04
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Amnésia, esquecimento, delírio e paranoia. Tomar alguns remédios para dormir sem prescrição médica, como o Zolpidem, pode estar associados a esses e outros riscos. Suplementos como a melatonina também precisam de atenção.
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No caso do Zolpidem, além de causar esses sintomas, os medicamentos também fazem com que a pessoa "desaprenda a dormir", explica o psiquiatra Bruno Brandão. Ainda segundo ele, a maior parte desses medicamentos tendem a causar dependência.
"O sono é uma alteração fisiológica do nível de consciência, tanto que a gente dá uma 'viajada' enquanto dorme, sonhamos, enfim. Mas estamos dormindo. Se a pessoa toma o medicamento, não dorme e com essa alteração do nível de consciência, pode culminar nesses estados de paranoia e delírio", completa
De acordo com o especialista, a maior parte desses medicamentos tendem a causar dependência. Ele explica que no momento da interrupção do uso do medicamento, a pessoa chega a sofrer crises de abstinência.
"A pessoa começa tomando um comprimido por dia e passa um tempo ela já está tomando dois, três, quatro", disse
Já a melatonina, que é um hormônio produzido pelo nosso próprio organismo (na glândula pineal), liberado principalmente no início da noite, quando cai a iluminação natural, também pode gerar dependência e não funcionar em alguns casos. Apesar de ser utilizada como medicamento para dormir, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza seu uso apenas como suplemento alimentar.
Segundo o Hospital Albert Einstein, caso a falta de sono seja comportamental, no momento em que a pessoa parar de consumir o hormônio, voltará a ter insônia. Ainda de acordo com a instituição, a melatonina não mantém o sono, apenas ajuda em seu início.
O suplemento deve ser evitado por pessoas com epilepsia. portadores de doenças autoimunes e mulheres que estão tentando engravidar, segundo Laura Shane-McWhorter, professora do Departamento de Farmacoterapia da Universidade de Utah, nos EUA.
O que fazer em caso de insônia?
Para tratar a insônia, é necessário entender suas causas, segundo o especialista. Em muitos casos, ela é apenas uma consequência de transtornos como os da ansiedade, depressão, por exemplo. Por isso, ele reitera que primeiro o quadro deve ser diagnosticado, para que ele seja tratado corretamente.
"Se precisar de tratamento com medicação, é preciso ter uma data de início e término, para não deixar o medicamento pela vida inteira", disse
Alguns hábitos prejudicam o sono
De acordo com Brandão, alguns hábitos devem ser evitados para melhorar a qualidade do sono: ficar no quarto o dia inteiro, cochilar durante o dia, ter pouco contato com a luz, tomar café em excesso e ter contato com telas (como TV e celular) próximo ao horário de dormir.
"Para regular o sono, basicamente é preciso seguir o fluxo do sol. Não necessariamente tomar sol, mas simplesmente deixar a luz entrar no ambiente em que você está", disse
Regular o sono "não é da noite para o dia".
Para regular do sono, é preciso de planejamento e "não é feito da noite para o dia", explica o psiquiatra. Em muitos casos, ele exemplifica, pode levar pelo menos de duas até três semanas.
Buscas aumentaram no Google
O interesse de busca por Melatonina e Zolpidem aumentaram no Google. O primeiro, por exemplo, teve número de buscas cada vez mais expressivo nos últimos três anos, de acordo com o Google Trends. Veja abaixo:
melatonina_googlebuscas.jpeg
O Zolpidem, por sua vez, apresentou picos de buscas no ano passado. Observe:
zolpidem_google.jpeg
De melatonina a Zolpidem: entenda os riscos dos medicamentos para dormirRemédios e suplementos podem causar sintomas variados, caso sejam tomados sem orientação médica. Entenda o que fazer em caso de insôniaSaúde2024-04-23T20:04:07.974ZAmnésia, esquecimento, delírio e paranoia. Tomar alguns remédios para dormir sem prescrição médica, como o Zolpidem, pode estar associados a esses e outros riscos. Suplementos como a melatonina também precisam de atenção. No caso do Zolpidem, além de causar esses sintomas, os medicamentos também fazem com que a pessoa "desaprenda a dormir", explica o psiquiatra Bruno Brandão. Ainda segundo ele, a maior parte desses medicamentos tendem a causar dependência. "O sono é uma alteração fisiológica do nível de consciência, tanto que a gente dá uma 'viajada' enquanto dorme, sonhamos, enfim. Mas estamos dormindo. Se a pessoa toma o medicamento, não dorme e com essa alteração do nível de consciência, pode culminar nesses estados de paranoia e delírio", completa De acordo com o especialista, a maior parte desses medicamentos tendem a causar dependência. Ele explica que no momento da interrupção do uso do medicamento, a pessoa chega a sofrer crises de abstinência. "A pessoa começa tomando um comprimido por dia e passa um tempo ela já está tomando dois, três, quatro", disse Já a melatonina, que é um hormônio produzido pelo nosso próprio organismo (na glândula pineal), liberado principalmente no início da noite, quando cai a iluminação natural, também pode gerar dependência e não funcionar em alguns casos. Apesar de ser utilizada como medicamento para dormir, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza seu uso apenas como suplemento alimentar. Segundo o Hospital Albert Einstein, caso a falta de sono seja comportamental, no momento em que a pessoa parar de consumir o hormônio, voltará a ter insônia. Ainda de acordo com a instituição, a melatonina não mantém o sono, apenas ajuda em seu início. O suplemento deve ser evitado por pessoas com epilepsia. portadores de doenças autoimunes e mulheres que estão tentando engravidar, segundo Laura Shane-McWhorter, professora do Departamento de Farmacoterapia da Universidade de Utah, nos EUA. O que fazer em caso de insônia? Para tratar a insônia, é necessário entender suas causas, segundo o especialista. Em muitos casos, ela é apenas uma consequência de transtornos como os da ansiedade, depressão, por exemplo. Por isso, ele reitera que primeiro o quadro deve ser diagnosticado, para que ele seja tratado corretamente. "Se precisar de tratamento com medicação, é preciso ter uma data de início e término, para não deixar o medicamento pela vida inteira", disse Alguns hábitos prejudicam o sono De acordo com Brandão, alguns hábitos devem ser evitados para melhorar a qualidade do sono: ficar no quarto o dia inteiro, cochilar durante o dia, ter pouco contato com a luz, tomar café em excesso e ter contato com telas (como TV e celular) próximo ao horário de dormir. "Para regular o sono, basicamente é preciso seguir o fluxo do sol. Não necessariamente tomar sol, mas simplesmente deixar a luz entrar no ambiente em que você está", disse Regular o sono "não é da noite para o dia". Para regular do sono, é preciso de planejamento e "não é feito da noite para o dia", explica o psiquiatra. Em muitos casos, ele exemplifica, pode levar pelo menos de duas até três semanas. Buscas aumentaram no Google O interesse de busca por Melatonina e Zolpidem aumentaram no Google. O primeiro, por exemplo, teve número de buscas cada vez mais expressivo nos últimos três anos, de acordo com o Google Trends. Veja abaixo: O Zolpidem, por sua vez, apresentou picos de buscas no ano passado. Observe: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/de-melatonina-a-zolpidem-entenda-os-riscos-dos-medicamentos-para-dormir
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