Congo vive surto de variante da Mpox; doença pode chegar ao Brasil? Entenda
OMS emitiu alerta para que autoridades locais reforcem medidas de prevenção; objetivo é evitar que o vírus se espalhe
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Wagner Lauria Jr.
02/05/2024, 14:38 • Atualizado em 02/05/2024, 15:29
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O Congo vive um surto recente de uma variante da Mpox, também conhecida como varíola dos macacos. Já são 4.500 casos suspeitos da doença e quase 300 mortes. O número é quase o triplo do registrado em 2023 no país, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que emitiu um alerta sobre a disseminação da doença. O vírus pode chegar ao Brasil e em outros países do mundo?
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A resposta é que existe uma chance de disseminação, no entanto, "não é necessário medo ou pavor nesse momento", segundo o infectologista Renato Grinbaum, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). De acordo com o especialista, o alerta da OMS indica que é possível conter a doença e que as autoridades precisam, agora, tomar as medidas necessárias: vacinar a população e monitorar casos pela testagem.
"A região [do Congo] já tem um nível de circulação deste vírus, mas o surgimento dessa nova variante, que é um processo natural de sobrevivência de vírus e bactérias, facilita a disseminação", explica
Ele ressalta que é uma variante nova e foi detectada pela primeira vez no início do ano no país africano. Além disso, lembra que já houve situações anteriores, como a da Gripe Aviária, em que a disseminação global foi evitada após o alerta.
No entanto, o que preocupa no Congo é a falta de testagem da população e de vacinas. O diretor de um laboratório no Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do país, Mbala-Kingebeni disse à Associated Press que menos da metade da população é testada.
“O risco é que, a menos que os próprios pacientes se apresentem, teremos uma transmissão silenciosa da doença e ninguém saberá”, afirma
Em relação à vacinação, as autoridades congolenses estão em negociação com países, como o Japão, para ajudar na compra de imunizantes contra a doença.
Essa variante é mais agressiva?
Há duas formas de apresentação da varíola dos macacos: uma cepa que é mais grave e pode matar até 10% dos infectados e outra que é menos agressiva, responsável pelo surto global da doença em 2022: mais de 99% dos pacientes sobreviveram.
Segundo Mbala e colegas, nesse surto do Congo foi identificada uma nova mutação da cepa mais agressiva, que pode ser responsável por mais de 240 casos e pelo menos três mortes.
Sobre a apresentação da doença nessa variante de Mpox ser mais agressiva, Grinbaum disse que aparentemente existem casos mais graves, no entanto "os dados ainda são muito novos. É necessário esperar a confirmação destes dados para se ter certeza desta informação", ressalta.
Como é a transmissão da Mpox?
A transmissão da doença não mudou em relação às cepas anteriores: a Mpox transmite pelo contato com a pele de pessoas que estão contaminadas. No caso do Congo, a maior parte infecções foi transmitida pelo sexo, forma mais comum de transmissão da varíola dos macacos, segundo a OMS.
OMS havia retirado doença de emergência global
A Organização Mundial da Saúde havia retirado a Mpox da classificação de emergência global de saúde em 11 de maio de 2023, após reunião com especialistas, que reconheceram o avanço da resposta mundial ao surto da doença. Na época, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse que houve um declínio significativo dos casos da doença.
A Mpox foi descoberta por cientistas dinamarqueses, na década de 1950, em macacos enjaulados em um laboratório. Posteriormente, o vírus foi transmitido para seres humanos e resultando em sintomas como febre, dor de cabeça, cansaço e lesões de pele características.
Congo vive surto de variante da Mpox; doença pode chegar ao Brasil? EntendaOMS emitiu alerta para que autoridades locais reforcem medidas de prevenção; objetivo é evitar que o vírus se espalheSaúde2024-05-02T14:38:19.517ZO Congo vive um surto recente de uma variante da Mpox, também conhecida como varíola dos macacos. Já são 4.500 casos suspeitos da doença e quase 300 mortes. O número é quase o triplo do registrado em 2023 no país, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que emitiu um alerta sobre a disseminação da doença. O vírus pode chegar ao Brasil e em outros países do mundo? A resposta é que existe uma chance de disseminação, no entanto, "não é necessário medo ou pavor nesse momento", segundo o infectologista Renato Grinbaum, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). De acordo com o especialista, o alerta da OMS indica que é possível conter a doença e que as autoridades precisam, agora, tomar as medidas necessárias: vacinar a população e monitorar casos pela testagem. "A região [do Congo] já tem um nível de circulação deste vírus, mas o surgimento dessa nova variante, que é um processo natural de sobrevivência de vírus e bactérias, facilita a disseminação", explica Ele ressalta que é uma variante nova e foi detectada pela primeira vez no início do ano no país africano. Além disso, lembra que já houve situações anteriores, como a da Gripe Aviária, em que a disseminação global foi evitada após o alerta. No entanto, o que preocupa no Congo é a falta de testagem da população e de vacinas. O diretor de um laboratório no Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do país, Mbala-Kingebeni disse à Associated Press que menos da metade da população é testada. “O risco é que, a menos que os próprios pacientes se apresentem, teremos uma transmissão silenciosa da doença e ninguém saberá”, afirma Em relação à vacinação, as autoridades congolenses estão em negociação com países, como o Japão, para ajudar na compra de imunizantes contra a doença. Essa variante é mais agressiva? Há duas formas de apresentação da varíola dos macacos: uma cepa que é mais grave e pode matar até 10% dos infectados e outra que é menos agressiva, responsável pelo surto global da doença em 2022: mais de 99% dos pacientes sobreviveram. Segundo Mbala e colegas, nesse surto do Congo foi identificada uma nova mutação da cepa mais agressiva, que pode ser responsável por mais de 240 casos e pelo menos três mortes. Sobre a apresentação da doença nessa variante de Mpox ser mais agressiva, Grinbaum disse que aparentemente existem casos mais graves, no entanto "os dados ainda são muito novos. É necessário esperar a confirmação destes dados para se ter certeza desta informação", ressalta. Como é a transmissão da Mpox? A transmissão da doença não mudou em relação às cepas anteriores: a Mpox transmite pelo contato com a pele de pessoas que estão contaminadas. No caso do Congo, a maior parte infecções foi transmitida pelo sexo, forma mais comum de transmissão da varíola dos macacos, segundo a OMS. OMS havia retirado doença de emergência global A Organização Mundial da Saúde havia retirado a Mpox da classificação de emergência global de saúde em 11 de maio de 2023, após reunião com especialistas, que reconheceram o avanço da resposta mundial ao surto da doença. Na época, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse que houve um declínio significativo dos casos da doença. A Mpox foi descoberta por cientistas dinamarqueses, na década de 1950, em macacos enjaulados em um laboratório. Posteriormente, o vírus foi transmitido para seres humanos e resultando em sintomas como febre, dor de cabeça, cansaço e lesões de pele características.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/congo-vive-surto-de-variante-da-mpox-doenca-pode-chegar-ao-brasil-entenda
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