A compulsão é caracterizada pelo comer exagerado em um curto período, com sensação de perda de controle, quando a pessoa não consegue parar de comer, mesmo estando saciada ou sem fome. Isso pode ocorrer até mesmo após uma refeição, e não apenas após um período de jejum.
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A compulsão alimentar acomete 3,5% das mulheres e 2% dos homens, e não envolve comportamentos compensatórios, como provocar vômitos ou o uso de laxantes.
Para chegarmos ao diagnóstico de compulsão alimentar, o paciente precisa apresentar sintomas pelo menos uma vez por semana, durante três meses, como:
+Comer rapidamente grandes quantidades de comida, mesmo sem fome;
+ Comer até sentir-se desconfortavelmente cheio;
+ Sentir culpa, vergonha ou arrependimento após os episódios;
+ Comer escondido ou em horários incomuns para evitar que outros percebam;
+ Ter a sensação de falta de controle em relação à alimentação.
É importante diferenciar compulsão alimentar de fome emocional. Na fome emocional, o paciente, sem sentir fome física, desconta suas emoções na comida como uma resposta a elas (ansiedade, medo, tristeza, tédio) e busca alimentos altamente palatáveis (doces ou salgados de sua preferência), que trazem sensação de alívio ou conforto assim que ingeridos. Todos nós passamos por momentos assim, mas o problema surge quando a comida se torna a única fonte de prazer.
Ou seja, a fome emocional pode ser um gatilho para a compulsão, mas nem toda fome emocional se torna uma compulsão.
Fatores que influenciam a compulsão alimentar
+ Emocionais: ansiedade, tristeza, estresse, insatisfação com a imagem corporal;
+ Físicos: desequilíbrio em neurotransmissores que regulam o humor (serotonina e dopamina), aumentando a busca por alimentos altamente calóricos, além de desequilíbrios hormonais ligados à fome;
+ Genéticos e ambientais: dietas restritivas, histórico de alimentação desregulada.
A compulsão pode gerar impactos negativos tanto na saúde física (diabetes tipo 2, hipertensão, problemas gastrointestinais, aumento do colesterol e dos triglicérides) quanto na saúde emocional (ansiedade, depressão, piora da autoestima, frustração, entre outros), tornando-se um ciclo vicioso.
Ou seja, a pessoa busca a comida como forma de consolo para lidar com o mal-estar emocional, o que gera mais frustração, agravando a ansiedade e a depressão.
Como lidar com a compulsão?
O primeiro passo é buscar ajuda de um psicólogo e/ou psiquiatra. A psicoterapia é fundamental para que o paciente aprenda a identificar os gatilhos emocionais e a lidar com eles, além de trabalhar sua relação com a comida.
Vale ressaltar a importância de práticas como meditação e mindfulness, exercícios físicos e atividades prazerosas que não envolvam apenas a alimentação. Caso necessário, o uso de medicamentos também pode ser essencial no tratamento, auxiliando no equilíbrio hormonal e dos neurotransmissores ligados à compulsão.
Muitos pacientes sentem vergonha de pedir ajuda, como se isso fosse uma fraqueza, falta de "vergonha na cara" ou de disciplina, o que pode agravar ainda mais as consequências. Comer é prazeroso, mas quando passa a causar sofrimento, é fundamental procurar ajuda.
*Marina Dammous é psicóloga credenciada pelo CRP 06/76237
Comer demais significa compulsão alimentar? Veja como identificar e lidar com problemaFome emocional pode ser um gatilho para a compulsão, mas nem toda fome emocional se torna uma compulsão; entendaSaúde2025-03-12T13:27:58.991ZQuando falamos em compulsão alimentar, não estamos nos referindo apenas a comer muito em uma determinada refeição ou em um dia específico. A compulsão é caracterizada pelo comer exagerado em um curto período, com sensação de perda de controle, quando a pessoa não consegue parar de comer, mesmo estando saciada ou sem fome. Isso pode ocorrer até mesmo após uma refeição, e não apenas após um período de jejum. A compulsão alimentar acomete 3,5% das mulheres e 2% dos homens, e não envolve comportamentos compensatórios, como provocar vômitos ou o uso de laxantes. Para chegarmos ao diagnóstico de compulsão alimentar, o paciente precisa apresentar sintomas pelo menos uma vez por semana, durante três meses, como: + Comer rapidamente grandes quantidades de comida, mesmo sem fome; + Comer até sentir-se desconfortavelmente cheio; + Sentir culpa, vergonha ou arrependimento após os episódios; + Comer escondido ou em horários incomuns para evitar que outros percebam; + Ter a sensação de falta de controle em relação à alimentação. É importante diferenciar compulsão alimentar de fome emocional. Na fome emocional, o paciente, sem sentir fome física, desconta suas emoções na comida como uma resposta a elas (ansiedade, medo, tristeza, tédio) e busca alimentos altamente palatáveis (doces ou salgados de sua preferência), que trazem sensação de alívio ou conforto assim que ingeridos. Todos nós passamos por momentos assim, mas o problema surge quando a comida se torna a única fonte de prazer. Ou seja, a fome emocional pode ser um gatilho para a compulsão, mas nem toda fome emocional se torna uma compulsão. Fatores que influenciam a compulsão alimentar + Emocionais: ansiedade, tristeza, estresse, insatisfação com a imagem corporal; + Físicos: desequilíbrio em neurotransmissores que regulam o humor (serotonina e dopamina), aumentando a busca por alimentos altamente calóricos, além de desequilíbrios hormonais ligados à fome; + Genéticos e ambientais: dietas restritivas, histórico de alimentação desregulada. A compulsão pode gerar impactos negativos tanto na saúde física (diabetes tipo 2, hipertensão, problemas gastrointestinais, aumento do colesterol e dos triglicérides) quanto na saúde emocional (ansiedade, depressão, piora da autoestima, frustração, entre outros), tornando-se um ciclo vicioso. Ou seja, a pessoa busca a comida como forma de consolo para lidar com o mal-estar emocional, o que gera mais frustração, agravando a ansiedade e a depressão. Como lidar com a compulsão? O primeiro passo é buscar ajuda de um psicólogo e/ou psiquiatra. A psicoterapia é fundamental para que o paciente aprenda a identificar os gatilhos emocionais e a lidar com eles, além de trabalhar sua relação com a comida. Vale ressaltar a importância de práticas como meditação e mindfulness, exercícios físicos e atividades prazerosas que não envolvam apenas a alimentação. Caso necessário, o uso de medicamentos também pode ser essencial no tratamento, auxiliando no equilíbrio hormonal e dos neurotransmissores ligados à compulsão. Muitos pacientes sentem vergonha de pedir ajuda, como se isso fosse uma fraqueza, falta de "vergonha na cara" ou de disciplina, o que pode agravar ainda mais as consequências. Comer é prazeroso, mas quando passa a causar sofrimento, é fundamental procurar ajuda. *Marina Dammous é psicóloga credenciada pelo CRP 06/76237São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/comer-demais-significa-compulsao-alimentar-veja-como-identificar-e-lidar-com-problema
No debate da Globo, candidatos ao governo de SP trocaram acusações sobre facções criminosas, segurança pública e a relação do governador com o Milton Leite