Bactéria em água Crystal é a mesma de lote antigo da Ypê
Anvisa informou recolhimento de lote da água mineral após identificação da Pseudomonas aeruginosa; entenda os riscos
Emanuelle Menezes, Gabriela Belchior
Garrafa de água Crystal e detergentes da Ypê | Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira (3) o recolhimento voluntário de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. O microrganismo já apareceu em lotes de produtos da Ypê em novembro de 2025, segundo informou a Anvisa naquele ano. De acordo com análises conduzidas pela própria fabricante - a empresa Química Amparo Ltda. - foi detectada a presença da bactéria em lotes de lava roupas líquido e os produtos tiveram distribuição interrompida, segundo a agência estatal.
No caso mais recente envolvendo contaminação em produtos da Ypê, o diretor da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, também cita a bactéria durante julgamento do recurso da empresa, este ano. A contaminação levou à suspensão e aorecolhimento de lotes de no início de maio.
A Ypê, no entanto, contesta a informação e diz que "a medida adotada pela Anvisa foi cautelar e os resultados das análises laboratoriais dos produtos ainda não foram divulgados". A empresa argumenta que ainda não houve divulgação de laudos confirmando a presença da bactéria nos produtos.
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No caso da Crystal, a contaminação foi detectada em análise realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), durante uma ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF).
O lote afetado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, produzido pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO). De acordo com a fabricante, o lote reúne mais de 374 mil garrafas de 500 ml distribuídas no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e interior de São Paulo.
Após a confirmação do resultado em contraprova, a empresa iniciou o recolhimento voluntário das unidades e informou à Anvisa que cerca de 99,2% das garrafas já não estavam mais disponíveis para venda.
O que é a bactéria Pseudomonas aeruginosa?
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente encontrada na natureza, especialmente em ambientes úmidos, como água, solo e plantas. Embora seja relativamente comum no meio ambiente, sua presença em produtos destinados ao consumo humano exige atenção das autoridades sanitárias.
Em entrevista anterior ao SBT News, a bióloga e pesquisadora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), Ana Laura Boechat, que integra um grupo de estudos sobre a bactéria no Brasil, explicou que o microrganismo é altamente adaptável.
"É sempre preocupante qualquer contaminação, especialmente em locais onde não deveria haver microrganismos", afirmou.
A pesquisadora destacou ainda que a bactéria consegue sobreviver em condições adversas e apresenta resistência a diversos antibióticos, característica que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificá-la como um microrganismo prioritário para monitoramento.
Quais os riscos para a saúde?
Segundo Ana Laura Boechat, o risco para pessoas saudáveis costuma ser baixo. No entanto, a bactéria pode causar infecções graves em indivíduos com o sistema imunológico comprometido, como pacientes transplantados, em tratamento contra câncer, internados por longos períodos ou com queimaduras extensas.
Nesses casos, a Pseudomonas aeruginosa pode provocar infecções no sangue, nos pulmões, no trato urinário e até quadros de sepse.
O que fazer se tiver a água em casa?
A orientação da Anvisa é que os consumidores verifiquem o lote da água mineral Crystal antes do consumo.
O recolhimento vale exclusivamente para o lote:
LZ1 VAL200127 3 P 200126
Data de fabricação: 20/01/2026
Validade: 20/01/2027
Quem possuir unidades desse lote não deve consumir o produto e deve aguardar as orientações da fabricante sobre devolução e reembolso.
A Anvisa também determinou a suspensão da venda, distribuição e uso das garrafas pertencentes ao lote contaminado.
Bactéria em água Crystal é a mesma de lote antigo da YpêAnvisa informou recolhimento de lote da água mineral após identificação da Pseudomonas aeruginosa; entenda os riscosSaúde2026-06-03T12:41:56.486ZA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira (3) o recolhimento voluntário de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. O microrganismo já apareceu em. De acordo com análises conduzidas pela própria fabricante - a empresa Química Amparo Ltda. - foi detectada a presença da bactéria em lotes de lava roupas líquido e os produtos tiveram distribuição interrompida, segundo a agência estatal. No caso mais recente envolvendo contaminação em produtos da Ypê, o diretor da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, também cita a bactéria durante julgamento do recurso da empresa, este ano. A contaminação levou à suspensão e ao . A Ypê, no entanto, contesta a informação e diz que "a medida adotada pela Anvisa foi cautelar e os resultados das análises laboratoriais dos produtos ainda não foram divulgados". A empresa argumenta que ainda não houve divulgação de laudos confirmando a presença da bactéria nos produtos. No caso da Crystal, a contaminação foi detectada em análise realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), durante uma ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). O lote afetado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, produzido pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO). De acordo com a fabricante, o lote reúne mais de 374 mil garrafas de 500 ml distribuídas no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e interior de São Paulo. Após a confirmação do resultado em contraprova, a empresa iniciou o recolhimento voluntário das unidades e informou à Anvisa que cerca de 99,2% das garrafas já não estavam mais disponíveis para venda. O que é a bactéria Pseudomonas aeruginosa? A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente encontrada na natureza, especialmente em ambientes úmidos, como água, solo e plantas. Embora seja relativamente comum no meio ambiente, sua presença em produtos destinados ao consumo humano exige atenção das autoridades sanitárias. Em entrevista anterior ao SBT News, a bióloga e pesquisadora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), Ana Laura Boechat, que integra um grupo de estudos sobre a bactéria no Brasil, explicou que o microrganismo é altamente adaptável. "É sempre preocupante qualquer contaminação, especialmente em locais onde não deveria haver microrganismos", afirmou. A pesquisadora destacou ainda que a bactéria consegue sobreviver em condições adversas e apresenta resistência a diversos antibióticos, característica que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificá-la como um microrganismo prioritário para monitoramento. Quais os riscos para a saúde? Segundo Ana Laura Boechat, o risco para pessoas saudáveis costuma ser baixo. No entanto, a bactéria pode causar infecções graves em indivíduos com o sistema imunológico comprometido, como pacientes transplantados, em tratamento contra câncer, internados por longos períodos ou com queimaduras extensas. Nesses casos, a Pseudomonas aeruginosa pode provocar infecções no sangue, nos pulmões, no trato urinário e até quadros de sepse. O que fazer se tiver a água em casa? A orientação da Anvisa é que os consumidores verifiquem o lote da água mineral Crystal antes do consumo. O recolhimento vale exclusivamente para o lote: LZ1 VAL200127 3 P 200126 Quem possuir unidades desse lote não deve consumir o produto e deve aguardar as orientações da fabricante sobre devolução e reembolso. A Anvisa também determinou a suspensão da venda, distribuição e uso das garrafas pertencentes ao lote contaminado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/bacteria-em-agua-crystal-e-a-mesma-encontrada-em-lote-da-ype
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