Brasil

O que fazer se você tem água mineral Crystal em casa?

Mais de 370 mil unidades de lote com bactéria foram distribuídas no Distrito Federal, em Goiás, São Paulo e no Tocantins

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Felipe Moraes
03/06/2026, 11:54 • Atualizado em 03/06/2026, 12:14
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Lote suspenso, LZ1 VAL200127 3 P 200126, reúne 374,4 mil garrafas de 500 ml | Divulgação

Lote suspenso, LZ1 VAL200127 3 P 200126, reúne 374,4 mil garrafas de 500 ml | Divulgação

Se você comprou garrafas da água mineral natural sem gás da Crystal do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, deve interromper o consumo e aguardar informações sobre devolução e reembolso. É o que orienta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que informou nesta quarta-feira (3) o recolhimento voluntário e imediato do produto pela empresa após identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análise laboratorial.

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A agência pede que consumidores verifiquem se possuem unidades do lote suspenso, com data de validade até 20 de janeiro de 2027. O órgão informou que, segundo a empresa, "cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor".

O lote em questão, LZ1 VAL200127 3 P 200126, foi fabricado em 20 de janeiro pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO), e reúne 374,4 mil garrafas de 500 ml. De acordo com a Anvisa, 230.443 unidades foram distribuídas no Distrito Federal, 75.750 no interior de São Paulo, 66.768 em Goiás e 1.439 no Tocantins. A marca Crystal é do grupo Coca-Cola.

O recolhimento voluntário ocorre após um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF) identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF) para análise de alimentos.

Uma resolução publicada pela Anvisa no Diário Oficial da União (DOU) também determina a suspensão da venda, distribuição e do uso do lote.

"Ainda segundo a empresa, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento", detalhou.

O órgão também afirmou que o resultado do teste de contraprova "confirmou a presença da bactéria na amostra analisada". "Com isso, a Divisa/DF determinou a interdição local e comunicou o caso à Anvisa."

Fiscalização da Anvisa

Conforme a Anvisa, a empresa responsável protocolou documentos junto à agência para demonstrar que abriu investigação interna "para avaliar a ocorrência e suas possíveis causas".

"Representantes da empresa se reuniram com a agência, prestaram esclarecimentos e vêm cooperando com as autoridades sanitárias, adotando providências de forma diligente", disse.

De acordo com a Anvisa, as informações disponíveis até o momento, como laudo fiscal e evidências apresentadas, "indicam ocorrência restrita ao lote informado".

O que dizem a fabricante do lote e a Coca-Cola

Em nota, a Mineração Bom Jesus, responsável pela produção do lote em Luziânia, afirmou que "está finalizando o recolhimento preventivo e voluntário" do lote em que houve identificação de bactéria.

A empresa disse que, desde a notificação feita à Anvisa, "foram realizadas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas com resultados negativos para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação". "Considerando o alto giro do produto nos pontos de venda, não há indicação de que esse lote ainda esteja disponível no mercado."

"A unidade fabril permanece operando normalmente e cumprindo rigorosamente os mais elevados padrões de qualidade e segurança, com processos certificados, monitoramento contínuo e total conformidade com a legislação vigente", acrescentou. A Mineração Bom Jesus também divulgou municípios em que o produto foi distribuído e vendido.

Leia nota na íntegra:

"A Mineração Bom Jesus (MBJ) informa que está finalizando o recolhimento preventivo e voluntário de um lote específico da Água Mineral Natural Crystal 500 ml sem gás.

O lote, envasado em janeiro, possui distribuição restrita e foi comercializado apenas no Distrito Federal, em municípios específicos do Tocantins (Arraias, Combinado e Novo Alegre), de Goiás (Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás e Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão) e nas cidades de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí (SP). Durante ação de fiscalização da Vigilância Sanitária, em março, em um ponto de venda específico localizado no Distrito Federal, foi identificada a presença de Pseudomonas aeruginosa em uma amostra coletada. Desde a notificação, foram realizadas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas com resultados negativos para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação. Considerando o alto giro do produto nos pontos de venda, não há indicação de que esse lote ainda esteja disponível no mercado.

Reforçamos nosso compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente, e seguimos cooperando de forma técnica, responsável e transparente com as autoridades competentes.

Os consumidores podem manter a confiança no consumo dos produtos da marca, enquanto a empresa avança nas avaliações necessárias para o completo esclarecimento do caso junto aos órgãos reguladores. Reiteramos, por fim, que a marca Crystal é produzida a partir de diferentes fontes de água mineral em todo o território nacional, de acordo com o engarrafador responsável em cada região, todas devidamente licenciadas e fiscalizadas pelos órgãos competentes.

Ressaltamos que esta medida se refere exclusivamente ao lote mencionado, envasado pela Mineração Bom Jesus (MBJ), não havendo qualquer relação com outros lotes ou produtos da marca Crystal. A unidade fabril permanece operando normalmente e cumprindo rigorosamente os mais elevados padrões de qualidade e segurança, com processos certificados, monitoramento contínuo e total conformidade com a legislação vigente.

Orientação aos consumidores

Consumidores que eventualmente possuam unidades do lote P 200126 (leia-se na embalagem LZ1 VAL 200127 3 P 200126) devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre substituição ou reembolso."

A Coca-Cola também se pronunciou em comunicado, afirmando que "este lote específico foi envasado fora de nossa área de operação e não tem qualquer envolvimento da infraestrutura ou da malha logística" da marca.

"Esta medida preventiva se refere exclusivamente aos produtos envolvidos na ação conduzida pela Brasal, não havendo qualquer relação com as operações da Coca-Cola FEMSA Brasil. A companhia tranquiliza seus consumidores e clientes ao reforçar que suas próprias fontes e unidades de produção operam com total normalidade. Toda a água Crystal produzida e distribuída pela Coca-Cola FEMSA Brasil segue segura para o consumo regular", completou.

Informações sobre devolução e reembolso, segundo a Coca, "devem ser tratadas diretamente com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante responsável".

Leia nota na íntegra:

"A Coca-Cola FEMSA Brasil informa que o recolhimento voluntário e preventivo de um lote da Água Mineral Natural Crystal 500 ml sem gás é uma ação conduzida pela Brasal Refrigerantes, unidade industrial parceira do Sistema Coca-Cola.

Esclarecemos que este lote específico foi envasado fora de nossa área de operação e não tem qualquer envolvimento da infraestrutura ou da malha logística da Coca-Cola FEMSA Brasil.

Esta medida preventiva se refere exclusivamente aos produtos envolvidos na ação conduzida pela Brasal, não havendo qualquer relação com as operações da Coca-Cola FEMSA Brasil. A companhia tranquiliza seus consumidores e clientes ao reforçar que suas próprias fontes e unidades de produção operam com total normalidade.

Toda a água Crystal produzida e distribuída pela Coca-Cola FEMSA Brasil segue segura para o consumo regular. Em alinhamento com o compromisso de transparência do Sistema Coca-Cola, orientações sobre substituição ou reembolso devem ser tratadas diretamente com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante responsável."

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