Mercado ilegal de canetas movimenta R$ 4,6 bilhões em 2025
Contrabando e pirataria de canetas emagrecedoras cresceram e preocupam autoridades de saúde; prejuízo ultrapassa R$ 16 bilhões

O comércio clandestino de medicamentos para emagrecimento movimentou cerca de R$ 4,6 bilhões em 2025, segundo dados do Anuário da Falsificação.
Com a popularização das canetas emagrecedoras, o setor virou alvo de pirataria, falsificação e contrabando.
As canetas emagrecedoras atravessam diariamente as fronteiras brasileiras sem controle sanitário. Muitos dos produtos entram no país de forma irregular, sem registro da Anvisa.
Em menos de 24 horas, a Polícia Rodoviária Federal realizou uma das maiores apreensões desse tipo de medicamento em rodovias entre São Paulo e Paraná.
Mais de 8 mil ampolas foram encontradas, e três pessoas acabaram presas em flagrante.
Preço mais baixo em países vizinhos ajuda a impulsionar contrabando
O preço mais baixo em países vizinhos e o alto custo cobrado no Brasil ajudam a impulsionar o mercado clandestino. Dados das autoridades mostram crescimento acelerado nas apreensões:
- Em 2024, foram apreendidas 609 unidades irregulares;
- Em 2025, o número saltou para 60.787 apreensões;
- Apenas nos três primeiros meses de 2026, mais de 54 mil canetas falsas já foram recolhidas.
Segundo representantes do setor farmacêutico, os medicamentos para emagrecimento já representam mais de um terço do prejuízo causado pelo mercado ilegal de remédios no Brasil.
Quais os riscos das canetas falsificadas?
Especialistas alertam que o uso irregular dessas substâncias pode provocar efeitos graves, como trombose, pancreatite e infecções.
O médico Felipe Gaia afirmou que medicamentos produzidos clandestinamente podem não seguir padrões sanitários básicos.
“Você pode estar injetando no organismo um material contaminado com vírus, bactérias ou produtos químicos”, alertou.















